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Sábado

23 de Março de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino, Alexandre Fernandes e Bruno Gutierrez. O quarteto traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Carille e reforços têm tudo para reerguer o Corinthians

Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Uendel; Richard, Ramiro, Sornoza e Jadson; Pedrinho e um bom centroavante

Como se vê, o time do Corinthians para o ano que vem promete. Ainda mais sob o comando de Fábio Carille, que volta não só com o status, mas também com a capacidade de salvador. Mesmo da Arábia Saudita, ele mostrou que tem faro mais apurado para indicar jogadores do que treinadores e dirigentes que estavam no Brasil o tempo todo. 

Com Sornoza – que ainda não foi confirmado, mas está próximo – e Ramiro, Jadson passa a ter com quem dialogar no meio de campo. A saída pela esquerda também vai melhorar muito se Uendel, na reserva do Internacional, retornar. Falta um grande atacante para empurrar a bola para o gol, como Jô ou mesmo Rodriguinho em seus momentos mais artilheiros.

Os fãs de futebol, incluindo os corintianos, sabem que não devem esperar um jogo vistoso e arrojado de uma equipe treinada por Carille, que tem como referências Mano Menezes e Tite. Contudo, a organização e o equilíbrio são possibilidades mais do que viáveis. E isso não é pouca coisa.

Com o time montado, o Corinthians vai precisar identificar seu caminho em 2019. O time pode ser bom, mas o elenco certamente deixará brechas, pois não há dinheiro para tantas contratações. Sendo assim, o Paulista e a Copa do Brasil são as opções mais interessantes. Ganhar o Brasileiro, uma competição que premia a regularidade, será mais difícil. 

“Mas o Corinthians  foi campeão nacional contando apenas com o time titular em 2017”, o torcedor pode argumentar. É verdade, aquele time, que não tinha grandes opções na reserva, chegou lá. Contudo, penso que dessa vez será diferente, principalmente porque há  rivais importantes que melhoraram, como Internacional  e Flamengo. Sem falar no Palmeiras, que reforça o elenco a todo instante. 

Além disso, existe a dificuldade natural de repetir uma campanha quase perfeita, cujo aproveitamento no primeiro turno compensou o pífio desempenho no segundo.

O tempo dirá o que será do Corinthians em 2019. Mas a largada é promissora. Resta saber se a diretoria vai conseguir blindar o time das disputas políticas e da crise financeira.

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