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Segunda-feira

21 de Janeiro de 2019

Martha Vergine

É delegada de polícia, professora universitária e teacher coach do EU ESTUDO CERTO. Especialista em técnicas de estudo e estratégias emocionais para ajudar pessoas que querem passar mais rápido em provas - como concursos públicos, exame da OAB, vestibulares e ENEM.

É preciso ser gênio para passar em concurso público?

Será mesmo que precisa ser gênio para passar em provas de concursos públicos e vestibulares concorridos?

Pode parecer um pouco de ingenuidade esse tipo de pergunta, porém asseguro, muitas pessoas têm essa falsa percepção.  

Se você acredita que ter um número alto de QI (Quociente de Inteligência), extraído de um teste que avalia seu raciocínio lógico é o segredo para conseguir passar, vou te mostrar que a história não é bem assim.

Por óbvio é importante estudar o conteúdo do edital e dominar a maior parte das matérias. Acontece que, não só de inteligência cognitiva se faz um candidato aprovado. Tem outra inteligência que não deve ser desprezada por quem quer passar em uma prova importante.

Conhece a inteligência emocional? Sim, conhecimento e domínio de suas próprias emoções.

A designação de inteligência emocional mais antiga é de Charles Darwin, tendo sido objeto de estudo de muitos pesquisadores de renome ao longo do tempo. Mas, foi na década de 1990 que o assunto ganhou força. O interesse foi despertado pelo livro “inteligência emocional”, de Daniel Goleman.

Segundo este autor, inteligência emocional é a: “…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.

Ainda de acordo com Goleman, para ter uma mente emocionalmente inteligente, precisamos trabalhar 5 aspectos: autoconhecimento emocional, controle emocional, automotivação, empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro) e habilidades sociais (relacionamentos interpessoais).

Ou seja, tem inteligência emocional quem tem capacidade de identificar, perceber, controlar e modificar seu estado emocional ou até mesmo de outra pessoa.

Você já observou que nem sempre as pessoas tidas como mais inteligentes (com QI elevado) são as mais bem-sucedidas e felizes?

Existem muitos candidatos que estudam com facilidade, aprendem e memorizam conceitos sem muito esforço, mas não conseguem alcançar resultados positivos que buscam.  

Isso acontece porque a inteligência intelectual é bastante útil, porém é a inteligência emocional que vai, por exemplo, ajudar a gerenciar o estresse na hora da prova. Mesmo com domínio de assuntos estratégicos, o medo, a ansiedade e cobrança excessiva podem boicotar o desempenho do candidato.

Percebe a importância?

É a Inteligência Emocional que vai ajudar a se motivar diariamente para fazer a melhor sessão de estudo, dará a confiança para realizar as estapas do certame e principalmente, dará a tranquilidade necessária para a escolha das alternativas corretas na hora da prova.

E os tipos de inteligências não acabam nessas duas. O cientista norte-americano Howard Gardner nos apresentou outros oitos tipos, a inteligência lógico-matemática, espacial-visual, verbo-linguística, interpessoal, intrapessoal, naturalista, corporal e musical.

Contudo, falar sobre cada uma delas será assunto para outro texto. O importante agora é acabar com a ilusão que é necessário ter um QI de Einstein para ser aprovado.

Estudar é uma habilidade e como qualquer habilidade pode ser aprimorada!

Lembre-se: quem estuda passa.

E quem estuda certo, passa mais rápido!

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