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Sábado

15 de Dezembro de 2018

Eduardo Silva

É Diretor de Jornalismo da TV Tribuna. Além de dirigir a afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, é comentarista esportivo da TRI FM.

Parabéns, Felipão

O título do Palmeiras foi incontestável. Melhor ataque, melhor defesa, melhor segundo turno da história. Números que mostram como se ganha um campeonato.

Mas além da atual organização e a força de um grande patrocinador, o Palmeiras precisava de um comandante. Embora seja um bom técnico da nova geração, com bons trabalhos realizados no Grêmio e no próprio Palmeiras, Roger Machado ainda não se transformou no líder que se espera de um técnico de time grande. E foi aí que a diretoria resolveu resgatar o velho e conhecido Felipão, que aceitou, de imediato, porque o Palmeiras é a extensão da casa dele.

Recebido com desconfiança por boa parte da torcida, ainda por causa da famosa eliminação para a Alemanha, na Copa de 2014, Felipão escolheu um lugar bem conhecido. E ele não precisou nem se reinventar, nem se renovar, mas apenas reviver a sua essência, ou seja, Luis Felipe Scolari foi Felipão.

E por isso deu tão certo. Ele nunca foi um estrategista, mas sempre teve na liderança e no domínio do grupo, seus pontos fortes. Quando ele reúne seus jogadores e os convence da importância da busca por um objetivo, ele é imbatível.

A história prova isso. No Palmeiras campeão do Brasileirão não foi diferente. Ele tem muitos méritos neste título, porque sou manter o grupo forte, mesmo sem repetir escalações. Mudou a equipe sem ser contestada, prova da sua liderança, e mesmo ganhando um dos três títulos possíveis, seu retorno foi excelente para a sua própria carreira e para o futebol brasileiro.

Semana passada, quando o repórter Leonardo Zanotti, da TV Tribuna, perguntou ao Rei Pelé o que achava do título brasileiro de Felipão, o melhor de todos os tempos abriu um sorriso e falou da sua felicidade de ver a volta por cima do técnico campeão do mundo de 2002. “Eu gosto muito do Felipão e fiquei feliz em vê-lo campeão novamente. Afinal, no Brasil existe uma mania de desmerecer as pessoas depois de algum tropeço. Agora ele só confirmou toda sua competência e prestígio”.

Assino embaixo as palavras de Pelé. Felipão foi mal na Copa de 2014 sim, não tem como negar. Mas também é preciso recordar tudo que ele fez de bom para o futebol. E o título deste ano, mostra que do alto dos seus 70 anos, Felipão continua em forma como treinador.