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Quinta-feira

20 de Junho de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Xiii! Travou a Ponte Pênsil...

Não adianta. Feriado após feriado, as mesmas cenas se repetem na Baixada Santista. No último, que somou Proclamação da República (15) e Consciência Negra (20), algumas pessoas chegaram a ficar quase uma semana inteira sem trabalhar. Uma pedida perfeita para aproveitar as praias e os atrativos do litoral de São Paulo de pernas para o ar.

Com a cidade cheia, os problemas se repetem. Achar uma vaga na Avenida da Praia, em Santos, por exemplo, é quase missão para Ethan Hunt, imortalizado na pele de Tom Cruise na franquia 'Missão Impossível'. Se chove, então, a coisa só piora. Como dizem por aí, parece que as pessoas esquecem como se dirige e os 5 minutos para chegar em casa viram 50 chutando baixo.

Isso sem falar dos espertalhões. Pra que esperar 60 minutos na travessia de balsas entre Santos e Guarujá se sou mais bonito, tenho o carro do ano e ouço Gusttavo Lima no último volume da minha tela interativa conectada no meu iPhone X? Se você nunca passou nervoso por ver a fila sendo furada por um desses tipos, se sinta privilegiado.

E a Ponte Pênsil? Simplesmente uma das principais ligações entre São Vicente e Praia Grande é vítima do daltonismo [ou da esperteza] dos motoristas de plantão. Há mais de 100 anos o sentido da ponte, inaugurada lá nos confins de 1914 pelo prefeito de São Paulo, Washington Luís, é único. O prefeito, que virou nome de avenida, atravessou a ponte em um automóvel em uma época que, provavelmente, as regras eram mais respeitadas do que atualmente.

No último feriado, uma situação atípica voltou a se repetir no local. A turma dos 'espertalhões' agiu novamente e tentou furar o sinal da ponte. Enquanto uns iam, outros vinham, e todos se encontraram no meio da ponte, gerando um congestionamento sem fim, já que ninguém andava pra frente e nem pra trás. Só São Cristóvão, padroeiro dos turistas e dos viajantes, pra dar jeito em uma situação dessas. Pelo menos, nesse caso, os 'espertalhões' se deram mal. Pena que, para isso, prejudicaram pessoas de bem...

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