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Sábado

23 de Março de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Morte de adolescente em Apiaí, no Vale do Ribeira, choca moradores

Moradores da pequena cidade de Apiaí, no Alto Ribeira, ficaram perplexos, neste fim de semana, com a notícia de um crime brutal que ocorreu na cidade de pouco mais de 25 mil habitantes. Uma estudante, identificada como Luana Maciel dos Santos, de 16 anos, foi encontrada morta.

Não demorou muito para que a história se espalhasse pelas páginas e grupos de WhatsApp dos moradores da cidade. Segundo a polícia, Luana foi vítima de feminicídio. Ela teria um relacionamento com um homem, com mais do que o dobro da sua idade, que teria sido encerrado recentemente.

De acordo com a polícia, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e, por isso, decidiu assassinar a jovem, a facadas, dentro de uma casa no bairro Palmital. A polícia encontrou sinais de que Luana tentou se defender, já que havia vestígios de luta corporal em vários cômodos da casa.

Após ser preso, o suspeito negou o crime, mas, após audiência de custódia, a Justiça decidiu por mantê-lo preso preventivamente. Não foi descartada a hipótese de alguma outra pessoa ter participado do crime.

Recentemente, comentamos aqui, neste mesmo espaço, que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. Os dados reais sobre feminicídios, como o caso de Luana, permanecem sendo um mistério, já que nem toda mulher assassinada é classificada neste tipo de crime. O que se sabe, de fato, é que 12 mulheres são mortas por dia no País. Em 2017, dos 4.473 crimes, apenas 946 foram registrados nesta categoria, 108 deles em São Paulo, que tinha uma população de 22.887.809 habitantes.

Desde 9 de março de 2015, a legislação brasileira prevê penalidades mais graves para crimes classificados como feminicídio, que envolvam violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição da mulher. Segundo levantamentos, os casos mais comuns desse tipo de assassinato têm como principal motivação o homem não aceitar a separação do casal. Exatamente o que aconteceu no caso de Luana.

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