<![CDATA[Opiniao]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao-1.89883 Wed, 2 Sep 2020 19:45:00 -0300 <![CDATA[Programa Porto & Mar Negócios recebe Ricardo Arten e Fábio Siccherino; ASSISTA]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/maxwellrodrigues/programa-porto-mar-neg%C3%B3cios-recebe-ricardo-arten-e-f%C3%A1bio-siccherino-assista-1.116825 Hoje é um momento muito especial para mim. Uso esse espaço, essa coluna, com o intuito de compartilhar com vocês a imensa honra que é, a partir desta quarta-feira (2), passar a exibir o meu programa nas plataformas do Grupo Tribuna.

No Porto & Negócios #01, converso com Ricardo Arten, da BTP, e Fábio Siccherino. A pauta foi o desenvolvimento regional, do Porto de Santos, empregabilidade e o comportamento do mercado portuário pós-pandemia.

Além de estar disponível nesse espaço, o programa também estará permanentemente no Youtube do Grupo Tribuna e será chamado nas redes sociais do Grupo. Conto com você para que me envie sugestões de convidados, pautas, afinal, a interação com cada um de vocês que está comigo nesse espaço é fundamental.

Afinal, o Porto não para. O Porto é negócio. Mas, sem negócio, o Porto para!

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Maxwell Rodrigues 1.116825 Wed, 2 Sep 2020 19:45:00 -0300
<![CDATA[Estudante de Guarujá tem ossos triturados jogando queimada em escola]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/alexandrelopes/estudante-de-guaruj%C3%A1-tem-ossos-triturados-jogando-queimada-em-escola-1.116781 Um garoto de 11 anos, morador de Guarujá, luta, todos os dias, para se recuperar de um grave acidente que sofreu enquanto brincava na escola. Mikael Nogueira, que antes da queda durante uma partida de queimada praticava natação e artes marciais, tenta dar a volta por cima, disputando esportes adaptados, após sofrer uma série de lesões.

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Em entrevista ao G1, a mãe do garoto, Débora Sundby, explicou que o filho sofreu o acidente enquanto brincava na escola há quatro anos. Desde então, após o momento que ele desviou de uma bola e caiu sobre a perna esquerda, sua rotina nunca mais voltou ao normal.

De acordo com a mãe dele, na ocasião, ninguém sabia o dano exato causado pelo problema. Alguns médicos, inclusive, chegaram a ameaçar chamar a polícia acreditando que o garoto havia sido espancado pelos próprios pais. Durante a cirurgia, os ossos estavam 'triturados', segundo a mãe.

Para cuidar do garoto, a mãe acabou perdendo o emprego e depende de outras pessoas para ajudá-lo. "Implorei pela fisioterapia. Decidi até entrar com uma ação contra o Estado, porque a escola tem responsabilidade. Mas a Justiça entendeu que foi um acidente", lamenta.

Hoje, quatro anos após o acidente, Mikael já consegue andar com o apoio de um andador. Durante a pandemia, ele e a mãe contraíram coronavírus, o que prejudicou bastante o avanço do tratamento. Apesar disso, ele segue colecionando conquistar disputando esportes adaptados. "Não quero que outras famílias passem por isso. Eu quero que ele tenha o tratamento necessário para se recuperar", disse.

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Alexandre Lopes 1.116781 Wed, 2 Sep 2020 10:23:00 -0300
<![CDATA[Tribuna do leitor - 2 de setembro de 2020]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/tribunadoleitor/tribuna-do-leitor-2-de-setembro-de-2020-1.116705 Resposta

Em resposta ao leitor Antonio Tadeu Torres, a Prefeitura de Santos esclarece que, assim como todos os setores de atividades econômicas da Cidade, os estabelecimentos que realizam de eventos puderam retomar o funcionamento de forma controlada seguindo protocolos sanitários, de acordo com a fase 3 (amarela) do Plano São Paulo em que a Baixada Santista se encontra. Os eventos só podem ser realizados se os locais seguirem as normas em vigor, que exigem uma série de medidas, como ocupação máxima limitada a 40% da capacidade do local, obrigação de controle de acesso, assentos e filas respeitando distanciamento mínimo, proibição de atividades com público em pé, entre outras. O mesmo vale para os ambulantes que atuam na orla da praia, que têm autorização para voltar.
Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Santos 

Pombos

Gostaria de parabenizar A Tribuna pelas excelentes matérias publicadas durante esta terrível pandemia. Em especial, a matéria sobre os pombos, que mostra o grande crescimento destas aves na nossa região. Concordo com o dr. Eduardo Filetti, ao firmar que não podemos maltratar nenhuma ave e que o uso de anticoncepcionais é a grande solução.
Silmara Lima - Santos

Defesa

Primeiro quero parabenizar A Tribuna pela abrangência nacional, haja vista a participação do sr. Daniel Marques, de Minas Gerais. No entanto, sua colaboração foi para atacar o presidente Bolsonaro sobre sua reação ao ser inquirido por uma mídia que objetiva arruinar seu trabalho pelo bem do Brasil. Acredito que esse senhor, para defender sua própria honra, faria o mesmo que o presidente. E o termo *bundão* é usual no cotidiano do brasileiro, para apontar uma pessoa que não está fazendo um trabalho bem feito. Aliás, ele vai falar mal também do governador desse estado maravilhoso que é Minas Gerais? Romeu Zema já teve atitudes contra jornalistas?
Luiz Vinagre - Santos

Aquecimento

O articulista Alcindo Gonçalves faz considerações pertinentes ao aquecimento global mas, acredito eu, comete um equívoco ao afirmar que o derretimento do gelo da Groenlândia “provocará elevação de sete metros no nível do mar, suficiente para reconfigurar a costa da maioria dos países do mundo.” Gostaria de saber em qual estudo científico ele se baseia para essa informação, visto que as mais pessimistas projeções publicadas colocam a possibilidade da elevação em até um metro e, isso, até 2100. Sem esquecer que essa água pode voltar aos polos, aumentando as calotas. Tenho conhecimento de pessoas que se mudaram para o interior, apavoradas com previsões catastróficas. Isso não faz nenhum bem para nossa região. Informar é uma coisa. Alarmar é bem diferente.
Octavio Moraes Junior - Santos

Erosão e assoreamento

Já faz tempo que presenciamos mudanças drásticas na movimentação de sedimentos da praia de Santos. Esse fenômeno é perfeitamente visível entre os canais 1 e 4, onde toda a extensão da praia está assoreada, a calçada está no mesmo nível da areia. Já, entre os canais 6 e 4, percebe-se o contrário, uma grande erosão, com desnível de até 1m em alguns trechos. As raízes das palmeiras e os condutores plásticos de energia dos postes estão expostos. Onde são divulgadas as notícias atualizadas do monitoramento do engordamento da ponta da praia para a população, com a utilização de geobags? Se esse fenômeno acontece devido ao aprofundamento do canal pela dragagem não vem ao caso, mas a engenharia portuária brasileira e o IPT têm inúmeras soluções já implantadas em várias praias. Cabe a PMS e a Câmara virem a público com esclarecimentos e soluções concretas.
Sergio Fang - Santos

Som alto

O sr.Toshio Shiokawa reclamou nesta coluna sobre a bagunça na Rua Tolentino Filgueiras, onde tocam até a música do Corinthians. Em relação ao som altíssimo, temos que levar em consideração que, em sua maioria, os pais desses baderneiros só estão presentes na Carteira de Identidade. Não ensinaram educação e respeito a seus filhos.
João Horácio Caramez - Santos

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Da Redação 1.116705 Wed, 2 Sep 2020 06:43:00 -0300
<![CDATA[Permita-se ter a coragem de recomeçar!]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/euestudocerto/permita-se-ter-a-coragem-de-recome%C3%A7ar-1.116702 Na semana passada ao ler o relato de uma aluna em nosso grupo fechado, senti um orgulho muito grande e também a necessidade de falar mais sobre uma situação que está afetando a vida de todos.

Bom, para que você entenda melhor do que estou falando vou explicar resumidamente o que a aluna compartilhou.

Ela relatou os desafios que está vivendo, nesse momento atípico, e com a brusca necessidade de se adaptar às muitas alterações na rotina. Ela tem filhos, responsabilidades com a casa, enfim, uma série de responsabilidades que muitas pessoas também possuem.

A questão é que no começo do isolamento foi um susto e cada um se adaptou como foi possível, porém o tempo foi passando e essa situação atípica que estamos vivendo está começando a trazer outros desafios.

Sabe aquela história que se você precisar segurar um quilo de açúcar por poucos segundos nem vai perceber, mas se precisar passar horas e horas, o mesmo um quilo parecerá ser uma tonelada.

Então é dessa situação que eu estou falando. Viver essas adaptações por uma semana, quinze dias, um mês, teve seu peso, mas agora passado tanto tempo o peso pode estar sendo muito maior.

O que me deixou muito orgulhosa da minha aluna é que no relato ela compartilhou como ela faz para não desistir do sonho dela. Ela desenvolveu a habilidade de ser resiliente e de se adaptar a realidade que está vivendo.

Por mais que ela esteja vivendo momentos difíceis, ela não desiste - de jeito nenhum - do sonho da aprovação!

Nós sabemos bem que nossos sonhos ficam em nossos corações, mesmo quando não cuidamos deles, porém sonho que não é cuidado, que não damos a devida atenção, mais cedo ou mais tarde, volta para nos morder!

Eu sei que sempre falo isso, mas é a mais pura verdade, estamos falando de vida real e nem sempre as coisas vão acontecer conforme planejamos. É normal ter que lidar com imprevistos, frustrações e obstáculos, mas a forma como olhamos para tudo isso é que faz toda a diferença.

Permita-se ter a coragem de recomeçar quantas vezes forem necessárias! Não conseguiu fazer a sessão de estudos perfeita hoje, faça a possível, amanhã tente melhorar um pouco mais, vá retomando aos poucos. Está tudo bem se você precisar recomeçar 10, 100, 1.000 vezes!

Quando você tem atenção ao que está acontecendo, o chamado processo de iô-iô é mais consciente e acontece muito mais rápido, pois quando você vai para fora do caminho é porque alguém ou alguma coisa importante te tirou e não qualquer coisinha.

Quero que tenha a consciência que se isso acontecer e se um dia não estudar porque alguém importante precisou de você, ou teve algum problema de saúde, precisa cuidar de alguém, ou qualquer coisa relevante, respire fundo, perceba o que está acontecendo, se observe.

O caminhar até a aprovação às vezes precisa dessas pausas, abrir uma janela para pegar um pouco de ar, porém resolvida a situação, feche a janela e siga andando. Não feche a porta para nunca mais abrir!

Você sabe que esse é um caminho de médio a longo prazo e estamos aqui dia a dia para desenvolver isso. Seria insano se em pouco tempo você precisasse desenvolver tantas habilidades.

A sua jornada rumo a aprovação é construída dia após dia, superação após superação! Os desafios existem para que a gente os vença e evolua com cada situação.

Sempre que precisar de auxílio em sua jornada rumo a aprovação, conte comigo!

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Martha Vergine 1.116702 Wed, 2 Sep 2020 06:39:00 -0300
<![CDATA[Santos irá apelar para os medalhões?]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/resenhaesportiva/santos-ir%C3%A1-apelar-para-os-medalh%C3%B5es-1.116749 Para qual caminho irá o Santos? Há duas semanas, escrevi nesta coluna sobre a oportunidade da base resolver a situação difícil em que o Santos se encontrava naquele momento, ainda mais após boas atuações do goleiro João Paulo e do zagueiro Alex contra o Atlhetico-PR.

Porém, ao que parece, a diretoria do Alvinegro deve seguir o caminho oposto. Infelizmente. Digo, sim, infelizmente. O Santos é por sua origem um clube formador, exportador de mão de obra qualificada que costuma brilhar nos campos europeus como Neymar, Felipe Anderson e Rodrygo.

Além da mão de obra "barata" e caseira. Existem sempre bons jogadores que podem render vendas ao clube. O que, nas últimas temporadas, tem garantido o sustento do clube. Afinal, se não vendas de Gabriel e Rodrygo, por exemplo, o Peixe se encontraria em situação financeira mais difícil que a atual.

Entretanto, as notícias que rondam o Santos mostram que o clube, assim que conseguir a liberação da Fifa para voltar a registrar atletas, deve apostar nos famosos medalhões. Aqueles jogadores experientes, com longa rodagem, mas que são um imenso ponto de interrogação.

Em julho foi noticiado que Ricardo Oliveira poderia estar retornando, aos 40 anos, para a sua terceira passagem pelo Alvinegro. Atacante, que entrou em litígio com o Atlético-MG por ser preterido por Jorge Sampaoli, poderia surpreender novamente o torcedor? Ou, aos 40 anos, as limitações pela idade trariam um Ricardo Oliveira que ficaria abaixo das expectativas? 

Robinho é um eterno Menino da Vila. Sempre quando o Rei das Pedaladas está livre, o Santos aparece como opção. Ainda mais, quando o atacante aparece em vídeos com ex-companheiros de clube, mexendo com o saudosismo especial que só o torcedor do Santos conhece. Porém, aos 36 anos, e após uma passagem sem muito brilho pelo futebol turco, Robinho poderia voltar a dar alegrias para a Vila Belmiro?

O terceiro nome é Elias. O volante já tem 35 anos. No Atlético-MG já não atuou com o mesmo brilhantismo que teve quando vestiu a camisa do Corinthians. Tem muita história no futebol, mas a história não entra em campo. Além do que, o Peixe já conta com um meia, de 35 anos, como titular absoluto. Carlos Sánchez. Apesar de viver má fase, ainda é um dos líderes do grupo, dentro e fora de campo.

E a pergunta principal: cabe, hoje, no Santos, atuar com quatro atletas acima dos 34 anos como titulares? Se não forem titulares, qual seria o gasto empenhado nesses atletas consagrados para um clube que está em constante crise financeira?

Exemplos de clubes que afundaram, profissionalmente e financeiramente, ao apostar em muitos medalhões, não faltam. O próprio Santos de 2000 contratou uma penca de atletas de nome como Valdo, Carlos Germano, Rincón e Edmundo. E não foi longe. Os gastos em 2000 e 2001 fizeram nascer, no desespero, o Santos de 2002. É preciso ter planejamento, para não contar, novamente, com a sorte.

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Bruno Gutierrez 1.116749 Wed, 2 Sep 2020 06:35:00 -0300
<![CDATA[Cannabis medicinal avança no Brasil]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/caiofranca/cannabis-medicinal-avan%C3%A7a-no-brasil-1.116744 Como membro efetivo da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e sempre empenhado na busca de alternativas para viabilizar acesso a saúde ao cidadão, nosso mandato foi demandado no final do ano passado e teve contato com uma realidade pouco conhecida da maioria dos brasileiros, mas que vem ganhando um espaço importante para o debate em nossa sociedade. Trata-se dos relatos acerca dos benefícios proporcionados pelos derivados da Cannabis para fins medicinais.

Efetivamente, esse tema é alvo de intensa polêmica, mas a Cannabis para fins medicinais já se impõe como uma alternativa importante no tratamento de algumas enfermidades graves. Convencido da necessidade de ampla discussão do tema e especialmente objetivando viabilizar o acesso à saúde, apresentamos o Projeto de Lei 1.180/2019 na Alesp, que visa legislar sobre o tema no estado de São Paulo e facilitar o acesso a esses medicamentos pelos doentes. 

Também realizei um amplo debate com médicos especialistas, pesquisadores, advogados e pacientes que fazem uso do medicamento, no final de novembro de 2019, por meio de uma audiência pública com a finalidade de discutir a importância de uma política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos derivados da planta Cannabis pelo Poder Executivo nas unidades de saúde pública estadual e privada conveniada ao Sistema Único de Saúde – SUS.

Isso porque pesquisas e relatos médicos têm demonstrado que os derivados da cannabis proporcionam efeitos extremamente positivos no tratamento de diversas doenças, entre elas dores crônicas, artrite, artrose, fibromialgia, esclerose múltipla, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, dependência química, esquizofrenia, TAG – Transtorno da Ansiedade Generalizada – transtorno depressivo, insônia, transtorno do pânico, autismo, epilepsia refratária, Doença de Crohn, retocolite ulcerativa e psoríase. 

No âmbito regulatório, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dentro de sua competência, editou duas normas (RDC 327 e RDC 335) que disciplinam procedimentos para autorização sanitária, importação e fabricação de produtos derivados da cannabis para fins medicinais, além de definir critérios de prescrição e permitindo às famílias dos pacientes a importação dos medicamentos à base de cannabis. 

Essas normas, no entanto, não trouxeram os resultados almejados. Nesse período de vigência, apenas um produto foi registrado e, atualmente, temos apenas dois medicamos aptos a serem vendidos nas farmácias com valores expressivos – ambos com valor de mercado superior a dois mil reais (R$ 2.000,00), o que inviabiliza o acesso as pessoas de baixa renda.

No âmbito federal, a discussão avançou e é promissor o texto do PL 399/2015 que foi apresentado no final do último mês de agosto. Esse projeto vem sendo tratado como o efetivo marco regulatório e, esperamos que a população venha colher os efeitos dessa regulamentação. Ontem mesmo (01/09), a Comissão Especial da Cannabis da Câmara dos Deputados realizou um debate técnico sobre o texto substitutivo da lei que autoriza o cultivo apenas por pessoa jurídica e para associações legalmente constituídas com finalidade medicinal em humanos e animais e do cânhamo industrial. O texto propõe ainda a inclusão da Cannabis no SUS através do Programa Farmácia Viva.

Mas, enquanto a decisão não vem, a sociedade civil continua lutando para conquistar o direito e o acesso aos tratamentos, mencionando aqui a incansável batalha de mães de crianças com epilepsia refratária e autismo e tantas outras deficiências de origem neurológica. Essa causa ganhou adeptos e agregou outros tantos doentes que, aos poucos – e enfrentando todo tipo de resistência e preconceito – conseguiram se organizar. 

Daí que a consequência direta é a judicialização do tema, cujas ações vem obrigando o Sistema Único de Saúde (SUS) a importar os medicamentos que contemplem os derivados da cannabis (CBD e THC principalmente), onerando o sistema. Outra consequência da judicialização são decisões que obrigam o SUS a incorporar medicamentos à base de CBD ou THC em sua relação de medicamentos essenciais.
Nessas duas situações e, inexistindo legislação abrangente sobre o tema, não resta alternativa ao cidadão. O Poder Judiciário avançou e tem contemplado os pedidos das famílias e, como consequência, o SUS, obrigado a cumprir as decisões, o que onera ainda mais os seus custos. Falta ao Legislativo agora fazer a sua parte e avançar também por meio de uma regulamentação.
Desta forma, mantemos nossa conduta de discutir o tema, defendendo o nosso projeto de lei que tramita na Alesp, sempre buscando alternativas para que o cidadão tenha acesso a saúde e, havendo indicação médica, ter a possibilidade efetiva de utilizar os derivados da Cannabis para fins medicinais.

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Caio França 1.116744 Wed, 2 Sep 2020 06:20:00 -0300
<![CDATA[Setembro Amarelo é sinal amarelo]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/dadsquarisi/setembro-amarelo-%C3%A9-sinal-amarelo-1.116706 Recado

“Uma frase longa não é nada mais que duas curtas.”
Vinicius de Moraes

Setembro se veste de amarelo. A cor não tem nada a ver com as comemorações da Independência. O objetivo é chamar a atenção para um assunto pra lá de delicado. Trata-se do suicídio.

O autoextermínio cresce no Brasil e no mundo. Tornou-se caso de saúde pública. Mas pouco se fala sobre ele. A razão é simples e compreensível: teme-se que a divulgação de histórias e números estimulem a prática. Valha-nos, Deus!

Falar sobre o tema trouxe um problema adicional. Ele se refere à gramática, não à psicologia. A questão: suicidar-se é sempre pronominal? É. Quem conhece a origem da palavra acha estranho. O verbo vem do latim.

É formado de sui (= de si, a si) e cídio (= matar). Significa matar a si mesmo. No duro, não precisaria do se. Mas o teimoso bate pé. Exige o pronome e não abre. Como diz o outro, manda quem pode, obedece quem tem juízo: eu me suicido, ele se suicida, nós nos suicidamos, eles se suicidam.

Pegadinha

Concurso tornou-se o sonho de consumo de gregos, troianos e romanos. A aprovação pode não garantir salário de marajá nem trabalho desafiador. Mas assegura estabilidade. Daí a concorrência crescente.

As bancas examinadoras se esmeram em buscar questões que avaliem não só o conhecimento mas também a atenção e a malícia do candidato. Outro dia, certame pra lá de disputado apresentou esta questão: “Qual é a cor do cavalo branco de Napoleão?” A moçada, sem pensar, respondeu “branco”. Errou. A pergunta pedia a cor – branca.

Por falar em cor...

A reforma ortográfica cassou o hífen de palavras compostas. Entre elas, as composições de dois ou mais vocábulos ligados por preposição, conjunção, pronome. Pé-de-moleque, mão-de-obra, tomara-que-caia se escreviam com hífen. Agora estão livres e soltas — pé de moleque, mão de obra, tomara que caia.

As cores entraram na faxina. Antes, cor-de-laranja, cor-de-carne, cor-de-vinho, cor-de-abóbora, cor-de-creme se grafavam desse jeitinho. Agora, mandaram o tracinho plantar batata no asfalto. Ficaram assim: cor de laranja, cor de carne, cor de vinho, cor de abóbora, cor de creme.

Superexceção

Cor-de-rosa manteve o hífen. É a exceção que confirma a regra.

Tropeço da Veja

“A lista negra do presidente”, escreveu a Veja desta semana. A matéria fala das condições impostas por Bolsonaro para se refiliar ao PSL, partido que o elegeu. Entre elas, a expulsão de sete deputados e um senador da legenda. A revista pisou o politicamente correto. Reforçou preconceito.

Sim

Negro é raça. Nessa acepção, é para lá de bem-vindo. Pelé é negro, não é escurinho, crioulo, negrão, moreno ou de cor. 

Não

Empregar negro com conotação negativa reforça preconceito. Xô! Xô! Xô! Dê nome aos bois. Em vez de lista negra, lista dos inimigos, lista dos maus alunos, lista dos maus pagadores. Em lugar de nuvens negras, prefira nuvens escuras. Passado negro? Nem pensar. Seja claro: passado de homicídios, passado de roubos, passado de traições.

Leitor pergunta

Hoje é dia da nota de R$ 200,00. O Banco Central vai exibi-la para o público. Tenho uma curiosidade. Qual a razão da escolha do lobo-guará?
Lúcia Gonzaga, Porto Alegre (RS)

A história começou em 2001. Naquele ano, foi lançado um concurso: os brasileiros deviam escolher animais ameaçados de extinção. Os vencedores seriam estampados nas novas cédulas.

Em 1º lugar, ficou a tartaruga-marinha, que enfeitou a nota de R$ 2,00, criada em 2001. Em 2º, o mico-leão, que ganhou a nota de R$ 20,,00 lançada em 2002. Em 3º, o lobo-guará, que abrilhanta a nota de R$ 200,00.

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Dad Squarisi 1.116706 Wed, 2 Sep 2020 06:15:00 -0300
<![CDATA[Petrobras diz que fica]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/editorialat/petrobras-diz-que-fica-1.116701 Em meio a um rigoroso programa de ajuste da Petrobras, a afirmação do gerente-geral da unidade da estatal para a Bacia de Santos, João Ricardo Lafraia, de que a sede da empresa continuará em Santos traz um alívio à Baixada Santista. Mudanças recentes, como transferências parciais de pessoal de plataformas e do monitoramento de campos de petróleo para o Rio de Janeiro ampliaram temores de que a petrolífera estaria com planos definitivos para sair da Baixada Santista. As unidades de produção continuarão a render royalties ao Litoral Paulista, mas a operação a partir do Estado mantém alguma esperança de atrair serviços, principalmente de manutenção e abastecimento de navios para a própria Baixada. 

Em uma espécie de Dia do Fico, Lafraia afirmou que a região precisa desenvolver projetos que sejam eficientes e de baixo custo que possam gerar interesse da estatal. Mesmo com o maior parque industrial, o principal Porto do País e uma abundante formação de capital humano, o Estado permanece com imensas dificuldades para competir com o Rio de Janeiro, que começou a desenvolver o setor petrolífero em ritmo mais consistente em meados dos anos 1970. 

Abalada por esquema de corrupção e queda do preço do petróleo, a estatal se impôs um severo programa de desinvestimento, que é a venda de subsidiárias e unidades que não são consideradas atividade principal da empresa, a extração de petróleo. 

Além disso, a petrolífera adotou programa de demissão voluntária (PDV) que, segundo reportagens do semestre passado, buscam reduzir o total de funcionários em 20%, com economia de alguns bilhões de reais na folha de pagamento. Considerando que cada dólar a menos no preço do barril retira o lucro que a Petrobras tem ao explorar reservas em águas ultraprofundas, corte de custos em outras frentes, como a de Recursos Humanos, se tornaram essenciais. Deve-se lembrar ainda que a pandemia, veio também como oportunidade para a estatal, assim como outras empresas, para economizar com instalações administrativas e torres de escritórios.

A resposta animadora de que a Petrobras não deixará a região não pode causar acomodação. A empresa se instalou em Santos não para desenvolver a região, mas porque viu aqui vantagens logísticas, que agora são revistas. Como a empresa ainda vai investir em mais plataformas, é provável que a demanda por suporte aumentará, sendo nesse ponto que Baixada pode se fixar. As lideranças paulistas reagir, mas o principal trabalho a ser realizado é o da iniciativa privada. Nesse campo os paulistas já demonstram competência há décadas.

Daqui para frente, entretanto, a Baixada não precisa mirar só a Petrobras. Outras companhias que assumiram campos que eram da própria estatal mais ao sul na costa paulista não terão outra alternativa a não ser investir no Estado. Por isso, não é hora de arrefecer em relação ao filão do petróleo. 

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Da Redação 1.116701 Wed, 2 Sep 2020 06:10:00 -0300
<![CDATA[PL da Lei Geral do Licenciamento Ambiental e os Portos: o que esperar?]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/maxwellrodrigues/pl-da-lei-geral-do-licenciamento-ambiental-e-os-portos-o-que-esperar-1.116737 Desenvolvimento sustentável é conciliar crescimento econômico e, ao mesmo tempo, proteção ambiental. Interesses individuais e coletividade tencionam-se numa inglória em desenvolver-se e, ao mesmo tempo, salvaguardar o meio ambiente às presentes e futuras gerações. De forma que a Tragédia não se tornasse grega (e todos acabem mal ao final), o Estado brasileiro, desde 1981, impõe-se como o fiscal do desenvolvimento sustentável, apontando a necessidade do licenciamento ambiental através da Política Nacional do Meio Ambiente. Logo após, a Constituição Federal de 1988 consagrou a proteção ambiental como princípio e direito fundamental. 

Pois bem, da Tragédia Grega, passamos ao Teatro, em uma novela interminável de tensão em que a técnica e a arbitrariedade apanham com imprecisões e interesses (econômicos e políticos) de todos os envolvidos no que diz respeito à segurança jurídica e efetiva aplicação de critérios de proteção ambiental aos empreendimentos de infraestrutura no Brasil. Surge neste cenário, um novo capítulo que confrontará nossos anti-heróis: o Projeto da Lei Geral de Licenciamento (PL 3729/2004), que se encontra na última versão substitutiva na Mesa da Câmara dos Deputados.

Já com a BR do Mar, investimentos em transporte e a estimativa de desestatização e construção de novos terminais provenientes de PPI, não há de se negar a importância desta discussão para a região (e para todo o setor portuário brasileiro), notadamente influenciará o desenvolvimento de novas infraestruturas portuárias e o ambiente de negócios. 

Há diversas consequências, e comentaremos resumidamente as que mais chamaram nossa atenção para o setor:

Em conversa com a especialista Maria Cristina Gontijo, Advogada Ambiental e Professora Universitária, entendemos que o conceito de Área de Porto Organizado (APO) faz muita harmonia com a possibilidade de uso de estudos oriundos de outros licenciamentos, a estruturação de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) e a possibilidade de licenciamento coletivo de empreendimentos. Tal circunstância, com a correta regulamentação, pode dinamizar em muito os licenciamentos e as inerentes análises complexas que só as infraestruturas portuárias e retro podem propiciar. Segundo a especialista Gindijo, a leitura das regulamentações acerca de APO e o Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro exigem que o licenciamento ambiental seja a pedra-chave que viabilize ambas num empreendimento e num projeto de desenvolvimento. Este objetivo pode ser eficiente e economicamente viável tanto do requerente quanto do órgão ambiental avaliador com uma lei geral sobre licenciamento ambiental. 

O PL por sua vez propõe escalonamento de tipos de licenças com tipos de infraestrutura licenciáveis. É possível, através de norma administrativa própria (e até conjunta) alinhar as diversas infraestruturas do mundo portuário (APO, Terminais, TUP, IP4, Rudimentares) em harmonia com estas novas espécies de licenças ambientais.

É notável e óbvia a tardia iniciativa de unir as autorizações especiais relativas as leis de flora (lei da Mata Atlântica, Código Florestal, etc.) ao licenciamento (especialmente prévio), a vista do fato de que a infraestrutura portuária normalmente afeta este tipo do espaço ambiental de especial proteção, com a necessidade de autorizações de supressão. 

Em contrapartida aos pontos favoráveis apresentados, não podemos no entanto deixar de mencionar que, a mesma AAE que viabiliza licenciamentos mais rápidos e dispensas que viabilizam o dinamismo, agravam a relação Porto-Cidade. Vamos além: o enfraquecimento das audiências públicas (sendo, por vezes, dispensáveis em via reflexa) e a carência de dados e checagens pelos stakeholders de dispensa de licenciamentos enfraquece a governança e cria litígios coletivos desnecessários aumentando ainda mais a instabilidade jurídica em nosso país. Vide o caso do Porto de Santos, em que terminais de granéis estão localizados literalmente ao lado de zonas residenciais. Há de se observar mecanismos de governança a fim de evitar possíveis judicializações decorrentes de eventual falta de participação do município no processo de licenciamento e no próprio PDZ. A Secretaria de Portos dos municípios tem papel fundamental nessa discussão.

Ainda como ponto polêmico a ser destacado, a Professora Gontijo menciona que  o PL da Lei Geral de  Licenciamento quer furtar competências dos Conselhos Profissionais criando um cadastro (positivo e negativo) de profissionais ambientais (de todas as áreas). Tal previsão, além de inconstitucional, constitui, na prática, reserva de mercado aos atores já existentes e centralização de serviços futuros aos players de serviço já estabelecidos segundo ela. Será que a entrada de novos players ou aqueles que possuem opiniões ou campos de trabalho divergentes (que só podem fazer valer suas opiniões judicialmente ou trabalham em consultorias), serão relegados às migalhas de mercado?

Em suma, o PL do licenciamento possui prós e contras ao setor portuário e às cidades onde sediam. Entendo que uma Lei Geral deve ser concisa e abordar pontos do processo, sem entrar em detalhes técnicos ou peculiaridades das realidades regionais sob pena de desmerecer o próprio espírito federativo. O PL, se aprovado, poderá, portanto, abrir portas à judicialização  Esperamos sempre, por parte do legislador que tais inconsistências sejam sanadas em prol da segurança jurídica para os empreendedores do setor portuário e de infraestrutura. Aguardaremos o desfecho dessa matéria!

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Maxwell Rodrigues 1.116737 Tue, 1 Sep 2020 20:45:00 -0300
<![CDATA[Tribuna do leitor - 1 de setembro de 2020]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/tribunadoleitor/tribuna-do-leitor-1-de-setembro-de-2020-1.116564 Nada se cria

Primeiro, para conseguir governabilidade, o executivo se alia ao "Centrão". Agora, vendo que isso favorece a popularidade, o executivo passa a viajar mais para regiões historicamente atendidas por programas sociais e investe ainda mais nestas ações. Como dizia o velho guerreiro, nada se cria, tudo se copia. Como sempre, enquanto o povo humilde e privado de instrução é iludido com benefícios. Os políticos trabalham sempre em benefício próprio, com intenção de conseguir votos, e não agindo de forma substancial, para melhorar as condições sociais e econômicas do país.
Wagner Fernandes Guardia - São Vicente

Volta às aulas

— Tia, esqueci a minha máscara! — Professora, o Pedrinho colocou a mão suja na minha máscara! — Professora, a Maria não lavou as mãos! — Tia, o João escondeu a máscara do Felipe! Se você não é ou nunca foi um professor de Educação Básica em escola pública brasileira, a situação acima pode lhe parecer fictícia mas, para a classe dos educadores, ela é bem próxima da realidade. Nos últimos dias, a dúvida sobre retorno ou não às aulas presenciais em setembro pairou sobre a população da Baixada Santista, que foi submetida a pesquisas de opinião. Sabemos que os que queriam o retorno têm seus motivos, os que não o queriam também os têm. Conquanto, como diria meu amado Willian Shakespeare: “em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos” e a grande parcela dos residentes consultados preteriu pelo não retorno às atividades presenciais. Apesar de a maioria dos comércios e demais estabelecimentos estarem funcionando “normalmente”, consideraram um risco demasiado manter crianças e adolescentes nas escolas. Talvez, o ponto chave tenha sido a imaturidade. Até mesmo nós, adultos, ficamos impacientes, às vezes, com a rotina maçante da máscara, distanciamento e limpeza repetitiva das mãos. Até consigo imaginar esses jovens seguindo a orientação sobre máscara e limpeza das mãos, mas como impedir abraços calorosos nos amigos que não viam desde março?
Suze Almeida - Cubatão

Mais cidadania

Nós, profissionais da Saúde, fazemos uso de máscaras durante horas, por toda vida profissional. No meu caso, há quase 50 anos não acarretou nenhum dano a minha cognição ou saúde de modo geral. Está difícil para alguns perceberem que vivemos uma situação de quase calamidade sanitária e que algumas medidas, ainda que desconfortáveis, têm que ser adotadas pelas autoridades e cumpridas pelos cidadãos. Quanto mais pessoas colaborarem, mais rapidamente essas medidas deixarão de ser obrigatórias. No final de tudo isto, em que pese o sofrimento dos que foram acometidos pela Covid-19 e a dor dos que perderam entes queridos, restarão, pelo menos, novos hábitos de higiene pessoal, preventivos para viroses respiratórias. Lavar as mãos sempre que possível, não entrar calçado em casa e usar de máscaras em alguns locais, como no transporte público, serão aquilo que hoje nomearam como "o novo normal". Acreditem, a máscara fará parte de nossos objetos de uso pessoal, como já acontece em alguns países asiáticos. Usá-la ou não, é mais uma questão de cidadania do que de opinião.
Edilson Mendonça de Brito - Santos

Sistema penal

Ainda vivemos em tempos arcaicos e sem coerência. Caso do Fabrício Queiroz. Está em casa com tornozeleira. Custo baixo para manutenção do preso. Vem a Justiça e o manda de volta para a prisão. O indivíduo causou grandes prejuízos para a sociedade e, voltando para a prisão, aumenta ainda mais nossos prejuízos. Quanto custa um preso? O ideal seria aumentar a prisão domiciliar para diminuir custos, com indenização para a sociedade. Vender o apto dele e comprar uma quitinete, em local barato, para continuar a prisão domiciliar. Aliás, todos os corruptos deveriam vender bens para ressarcir a sociedade. É hora de modificar o sistema penal. Usar tecnologia das tornozeleiras para não penalizar duplamente a sociedade.
Algirdas Emilio Sipavicius - Santos

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Da Redação 1.116564 Tue, 1 Sep 2020 12:28:00 -0300
<![CDATA[Assistente técnico morre após explosão durante churrasco com familiares em Santos]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/alexandrelopes/assistente-t%C3%A9cnico-morre-ap%C3%B3s-explos%C3%A3o-durante-churrasco-com-familiares-em-santos-1.116624 Um homem de 36 anos morreu após uma grande explosão durante um churrasco em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Segundo familiares, o assistente técnico  Edelson de Morais tentava acender uma fogueira quando o acidente ocorreu. Ele ficou internado por cerca de 20 dias, mas não resistiu aos ferimentos.

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Segundo a irmã da vítima, Andreza de Morais, o caso ocorreu no Jardim Columbia. O rapaz estava com um galão de etanol nas mãos quando a explosão aconteceu e causou queimaduras extremamente graves. Durante o período de internação, ele chegou a apresentar melhoras, mas acabou não resistindo.

"Ele estava na casa de praia dele. Tinha acabado de comprar e desceu com os filhos, esposa e amigos para passar o fim de semana do Dia dos Pais. Ele usou uma espécie de 'tacho' que era apropriado para acender fogueira em dias frios.  Como estava com o galão na mão, acabou explodindo", lamenta.

Na ocasião, a vítima foi socorrida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mongaguá. Em seguida, por conta da gravidade, foi levada para a Santa Casa de Santos, onde acabou morrendo. "Ele ficou muito ferido. Foram dias de luta, mas ele não resistiu".

O boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado no 7º DP de Santos como lesão corporal seguida de morte, sendo encaminhado ao 1º DP de Mongaguá, delegacia da área, para continuidade nas investigações.  A entrevista de Andreza sobre o caso foi concedida ao Portal G1 após a divulgação da morte pelo repórter de A Tribuna Eduardo Velozo Fuccia.

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Alexandre Lopes 1.116624 Tue, 1 Sep 2020 08:39:08 -0300
<![CDATA[Destravando pelo Canto]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/cidacoelho/destravando-pelo-canto-1.116621 Encarar um microfone e uma plateia não costuma ser tarefa fácil pra ninguém. Mas, a aproximação gradual às situações de fala em público, facilita a criação de uma familiaridade e até intimidade com o tão temido microfone. Essa aproximação pode acontecer já no ambiente familiar, de forma lúdica, na escola, em atividades rotineiras e pela música.

Recentemente, conversei com a cantora, preparadora vocal e fonoaudióloga Kika Willcox da @ofininadevozkw durante a live intitulada “Destravando pelo canto”.

Kika defende, com paixão, os benefícios da música em várias esferas da nossa vida. Na opinião dela,   encarar plateias para apresentações musicais, alem de ser prazeroso, é um aprendizado importante para o controle emocional necessário para apresentações de fala em público. Mais do que apenas diversão ou entretenimento, a música é um instrumento de comunicação, verbal e não verbal : “O trabalho que eu faço com meus alunos, seja para voz falada ou cantada está diretamente relacionado a todo o corpo produzindo som, pois é através dos ajustes musculares corretos que conseguimos produzir uma boa voz seja falada ou cantada.”

Não bastassem os benefícios físicos para a voz, Kika mostra como o canto pode auxiliar na atenuação da timidez e da introversão: “Nas aulas de canto são trabalhados vários aspectos que ajudam o indivíduo a se sentir mais solto e mais confiante quando vai cantar, tais como: controle da respiração, exercícios de relaxamento e aquecimento vocal para o domínio da voz. Pra mim é muito claro que através do conhecimento da técnica e o entrosamento com o corpo na hora de falar ou cantar, faz com que a pessoa vá perdendo a timidez e se sentindo mais seguro. “ 

Mas, para poder cantar, é preciso ultrapassar uma barreira muito presente na vida de quase todos nós:  Acostumar-se a ouvir a própria voz.  Essa etapa é extremamente importante para o autoconhecimento vocal, necessário para o aprendizado do canto e para o aprimoramento da fala: "Algumas pessoas tem medo da própria voz, além de não terem o hábito de se ouvir. Desde que comecei a dar aulas, há 23 anos, eu trabalho com feedback auditivo. Acredito piamente que a melhor forma de evoluir em todos os aspectos vocais seja através da audição, pois quando o aluno se ouve e percebe a voz como um todo. Consigo, então, apontar onde estão os erros de afinação, trabalhamos timbre e articulação, entonação, interpretação, melodia, ou seja, todos os elementos envolvidos na fala ou no canto”

Para finalizar, ela nos brinda com uma reflexão muito apropriada para esses tempos difíceis que vivemos: “A voz é um filtro emocional, a voz não mente. Tudo que falamos ou sentimos se reflete na nossa voz. “

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Cida Coelho 1.116621 Tue, 1 Sep 2020 08:17:00 -0300
<![CDATA[Entre caciques e outsiders]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/editorialat/entre-caciques-e-outsiders-1.116606 Com a articulação e definição de nomes para a campanha das eleições municipais atrasadas pela pandemia, ainda não está claro se o próximo pleito vai repetir o furacão de 2018, que emplacou outsiders, candidatos fora do establishment da política partidária, e o conservadorismo. A fórmula tem chances de ser replicada, não toda a ênfase de dois anos atrás, mas enfrentará a força do caciquismo nos municípios, ágil na composição de apoios e atração de legendas, mas sujeita à pressão direta do eleitor e aos resultados nas prefeituras. Entretanto, o que interessa ao cidadão é a apresentação de candidatos dispostos a enfrentar tempos de caixas muito mais magros e desafiadores para a saúde e a geração de empregos.

Em Santos, conforme A Tribuna publicou na edição de domingo, em uma situação inédita desde que a Cidade voltou a eleger seu Executivo, ex-prefeitos não devem se candidatar. O mesmo se verifica entre os deputados, que preferem se dedicar apenas à Assembleia Legislativa ou ao Congresso. Nas capitais do Estado e do Rio de Janeiro, as disputas devem conferir um pouco mais de emoção por envolverem as campanhas de reeleição dos atuais prefeitos. 

No caso dos outsiders, o eleitor tem apenas o exemplo dos deputados, senadores e governadores de primeira viagem para saber se a guinada do voto às vésperas de ir às urnas em 2018 valeu a pena. Em relação aos chefes do Executivo nos estados, vindos dessa condição de outsider, o que se vê é muita dificuldade para consolidar a liderança e processos de impeachment originados por descuido na formação de bases de apoio. Aliás, infelizmente, ainda não se desenvolveu no Brasil uma forma de se obter apoio que não seja o de fatiar o governo e distribuir cargos – e isso vale para municípios, estados e União.

Porém, a pandemia, assim como atrasou o processo eleitoral, não só a data do primeiro turno, 15 de novembro, mas todas as composições, deve embolar o debate entre rivais. É bem possível, como se vê na Europa com milhares de casos voltando a serem registrados por dia em uma espécie de segunda onda, que a disseminação da doença continue em transmissão por aqui. Aquele temor dos prefeitos de abrirem suas economias e serem acusados eleitoralmente de rigidez e insensibilidade com o emprego dos mais pobres, não terá muito sentido, pois nem a etapa da pandemia terá sido superada. Além disso, ambições futuras e voos mais altos, inclusive dos novatos, se encontram altamente desestimulados. Há possibilidade séria sobre insolvência do setor público no pós-pandemia, sem espaço para entregar obras e serviços.

O xadrez político deste ano está bem complicado e o futuro muito incerto para planos audaciosos. Na economia, os tempos serão difíceis, mas a saúde também estará no foco do eleitorado. Espera-se que a população seja sábia para eleger nomes capacitados para tantos desafios, pois não se deve dar espaço para aventureiros e demagogos.

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Da Redação 1.116606 Tue, 1 Sep 2020 06:11:00 -0300
<![CDATA[Leilão de terminais trará investimentos ao Porto de Santos e geração de empregos]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/tenentecoimbra/leil%C3%A3o-de-terminais-trar%C3%A1-investimentos-ao-porto-de-santos-e-gera%C3%A7%C3%A3o-de-empregos-1.116571 Na última sexta-feira (28/8), o Governo Federal deu um grande passo de investimento que auxiliará no crescimento da Baixada Santista e impulsionará a geração de empregos. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ‘bateu o martelo’ e foram leiloados dois terminais de celulose do Porto de Santos. A concessão faz parte do plano Pró-Brasil, que tem o objetivo de impulsionar a retomada da economia, criar empregos e gerar renda no período pós-pandemia.

Nesta primeira concessão, o Governo arrecadou R$ 505 milhões. Um dos terminais foi arrematado pelo consórcio Eldorado Brasil Celulose por R$ 250 milhões, enquanto o outro foi cedido por R$ 255 milhões para o consórcio Bracell SP Celulose. As empresas agora têm o direito de utilizar os espaços por 25 anos, previstos em contrato.

A previsão é de que os terminais criem mais de 7.600 empregos (diretos e indiretos) e que recebam cerca de R$ 420 milhões em investimentos, inclusive em acessos rodoferroviários. O leilão também vai render mais R$ 110,9 milhões à administradora do porto, a Autoridade Portuária de Santos (SPA, sigla em inglês), que poderá garantir melhor infraestrutura e segurança no local ao reinvestir o dinheiro.  

É a maneira mais eficaz de atrair investimentos, melhorar um serviço e criar empregos sem sobrecarregar o Estado. 
Esse leilão realizado pelo Governo Federal vem em um importante momento, quando o Brasil prepara a retomada da economia e terá a missão de amenizar os danos causados pela pandemia de coronavírus na nossa Baixada Santista. Somente em julho, a nossa região fechou 1.502 postos de trabalho. Mas os prejuízos são maiores: de janeiro a julho, o desemprego cresceu em 85% quando comparado ao mesmo período de 2019. 

Algo tem que ser feito. E de forma urgente. O Governo Federal vem fazendo a sua parte. Além do investimento em uma das principais ferramentas da Baixada Santista e do Estado de São Paulo, e de aumentar o acesso portuário às empresas, estas concessões trarão um respiro à economia. 

Este foi somente o primeiro leilão do Pró-Brasil, que trará mais progresso para o Brasil com desestatização e enxugamento da máquina pública, e ainda atrairá investimentos privados na realização de obras públicas tão necessária à nossa região e ao nosso Estado.

O Pró-Brasil se inicia em grande estilo, nos dando esperanças de uma retomada econômica eficaz e de desenvolvimento do país. O povo precisa de medidas que enfrentem as consequências deste período de crise e tragam o bem-estar para a sociedade, sem onerar ainda mais o Estado.

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Tenente Coimbra 1.116571 Tue, 1 Sep 2020 06:00:00 -0300
<![CDATA[Santos não tem banco de reservas]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/resenhaesportiva/santos-n%C3%A3o-tem-banco-de-reservas-1.116574 A derrota do Santos para o Flamengo, no domingo, por 1 a 0, foi emblemática. Não só por ter ressaltado a incompetência de quem opera o VAR - além da tarde ruim do próprio árbitro de campo -, mas também por ter comprovado, mais uma vez, que Cuca não dispõe de boas opções no banco de reservas para mudar os jogos.

No primeiro tempo, com todo o gás, o Santos foi um time; na etapa final, com o fôlego reduzido, o placar desfavorável e a "força" do banco, a performance foi outra. Se na primeira metade do jogo o Santos foi intenso e vibrante, com direito a dois gols anulados e várias chances criadas, na etapa complementar o time sucumbiu. E uma vez entregue, não encontrou forças naqueles que entraram para apertar o Flamengo. Com espaço, o time carioca impôs seu bom toque de bola e desgastou ainda mais os santistas.

Mais uma vez, Carlos Sánchez foi substituído. Não que o uruguaio estivesse comprometendo a atuação do Santos, mas Cuca entendeu que precisava de sangue novo, além de um jogador mais avançado. Entrou Lucas Braga, que correu muito, mas produziu pouco, provavelmente por não estar pronto, ou mesmo por não ter condição de jogar no Santos. O tempo vai dar a resposta.

Porém, o Santos não tem tempo para esperar pelo amadurecimento de Lucas Braga, Kaio Jorge e Ivonei, outras revelações que entraram. Nem pela evolução de Jean Mota, que parece já ter feito seu melhor na passagem pela Vila Belmiro, ou Jobson, que ainda não entendeu o que é jogar em time grande. E sem boas alternativas na reserva, vai ficar difícil jogar não só o Campeonato Brasileiro, mas também a Libertadores e a Copa do Brasil.

Até segunda ordem - ou até pagar o Hamburgo, no sentido mais literal da afirmação - o Santos não vai poder contratar. O elenco é esse, e Cuca que se vire para montar um time capaz de buscar as vitórias. 

VAR
Sobre o VAR, o problema não são os gols anulados do Santos. Vendo e revendo as jogadas com lupa, dá para ver os impedimentos milimétricos. A questão é a forma como se chega no veredito. A demora da análise é desanimadora, e os critérios nem sempre são os mesmos para todos os times. Enquanto não solucionar esses problemas, a CBF vai continuar em dívida com o futebol e o torcedor.

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Heitor Ornelas 1.116574 Mon, 31 Aug 2020 18:35:00 -0300
<![CDATA[Tribuna do Leitor - 31 de agosto de 2020]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/tribunadoleitor/tribuna-do-leitor-31-de-agosto-de-2020-1.116438 Intervenções necessárias

Moradores e frequentadores do bairro José Menino esperam ansiosamente pelo projeto de reforma que a EMTU apresentará, conforme resposta à notificação número 25898/2020, com o objetivo de impedir a permanência de pessoas dentro do túnel do VLT. Segundo já noticiado, o local tem servido de refúgio para foragidos da justiça e traficantes de drogas, deixando a população e passageiros do VLT reféns da criminalidade na região. A Associação de Moradores e Amigos Pé na Areia - Amapena, representante dos moradores do bairro, tem cobrado intervenções no local há mais de um ano, mas pouquíssimo foi feito até agora. Não estamos pedindo um favor, mas apenas que seja cumprida a lei e assegurados os nossos direitos. 
Gabriel Miceli de Carvalho - Santos

Valores familiares

Nestes tempos de pandemia, alguns parentes que conviveram em família quando criança, seguem o protocolo e se afastam. Não entram em contato, nem com um simples telefonema, talvez com receio de se infectar. Esquecem que família é fonte de afeto, de solidariedade que ultrapassa laços sanguíneos. Os mais velhos sofrem com esse isolamento, sentindo-se abandonados. Importante destacar que essa situação é vivida em todas as classes sociais, e em asilos, quando muitos ficam à espera de uma visita ou um telefonema, que não chega nunca. Não existe família perfeita, e, sim, laços para serem conservados e mantidos ao longo do tempo. Valores que se perderam. Idosos ficam de lado, solitários. Os mais novos acham que eles vão pedir ajuda financeira, quando apenas desejam um pouco de atenção e pedem para não serem esquecidos. 
Boanerges Silva Filho - Santos

Sem calar

Quando a indignação escasseia, a censura avulta. Ausente esse sentimento, por certo, não lembraríamos mais do assassinato de Vladmir Herzog. A mais nova ameaça do atual presidente da República a jornalista expõe não apenas a violência, mas o menosprezo da obrigação de prestar informações públicas. São manifestações desse tipo que aviltam, atentam ao exercício da democracia, cuja liberdade de imprensa é um dos seus pilares indispensáveis, pois a missão de informar sem amarras e ameaças é salvaguarda do Estado de Direito.
Marcelo de Mattos - Santos

Procon resolve

Em 10 de julho, procurei uma loja Vivo, em Praia Grande, para trocar a titularidade de uma conta família relativa a celular. Naquele mesmo dia, uma das linhas dessa conta família foi desativada sem qualquer explicação. Voltei à loja da operadora, no mesmo dia, para abrir procedimento de reclamação. A partir daí, começou a minha peregrinação. Foram vários contatos sem êxito, onde a empresa informava, via mensagem eletrônica, que aquele número precisava receber carga, apesar de sempre ter sido linha pós-paga. Após minha contestação, passou a ser informado que o telefone não existia. Essa situação durou mais de trinta dias, até que, em 17 de agosto, resolvi levar o problema ao Procon de Praia Grande. Lá, foram tomadas as devidas providências, estipulando prazo de 10 dias para solução do problema. Em 27 de agosto, finalmente, o caso foi resolvido. Agora, aguardo por parte da Vivo crédito em reais pelos 47 dias de indisponibilidade da linha.
Jose Lorenzo Alvarez - Praia Grande

Hipocrisia

Li em edição deste jornal que a Prefeitura de Santos liberou os ambulantes para voltarem a atuar na praia, porém, com regras de distanciamento de no mínimo dois metros entre os carrinhos e isolamento com faixa zebrada, de 1,5 metro entre o vendedor e o cliente, sem utilização de cadeiras, guarda-sóis etc. No entanto, na contramão da precaução, a Administração liberou a celebração de festas de casamentos, aniversários, formaturas e confraternizações, ou seja, de praticamente tudo. Pergunto: sendo certo que nesses eventos particulares não há como determinar regras de distanciamento ou isolamento, será que o vírus só gosta de ficar na praia? Em verdade, medidas impopulares não combinam com a época de eleições. E viva a hipocrisia!
Antonio Tadeu Torres - Santos

 

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Da Redação 1.116438 Mon, 31 Aug 2020 12:36:00 -0300
<![CDATA[Devemos ser cobrados, sempre, pela coerência]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/juniorbozzella/devemos-ser-cobrados-sempre-pela-coer%C3%AAncia-1.116461 Combate à corrupção e ao crime organizado, promoção da economia liberal e defesa da democracia. Essas foram as pautas que conduziram a vitória da direita em 2018, os caminhos por onde escolhemos seguir para mudar o Brasil, afiançados por figuras como Sérgio Moro e Paulo Guedes.

Já em janeiro de 2019, percebeu-se no governo a falta de firmeza de propósito quanto ao combate à corrupção e ao crime organizado, enquanto o COAF era completamente desconfigurado, a medida em que revelava a prática de “rachadinhas” associadas a atuação de milicianos no âmbito da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com envolvimento do filho do presidente.

Na economia, durante as negociações da Nova Previdência, onde ainda encontrávamos ambiente favorável para reformas no Congresso, aprovamos quase tudo que era preponderante para ajudar a equalizar as contas do país, enquanto o próprio governo, pasmem, ia na direção contrária, trazendo pleitos corporativistas, não cumprindo combinados e, principalmente, iniciando um bombardeio a todas as pontes construídas de forma republicana.

Ao se isolar, o governo atacou aliados e instituições. Nesta fase mais autoritária havia a crença de que o movimento em torno de um mito bastava. Atacaram impiedosamente os que se mantiveram coerentes aos seus propósitos. Assim foi com a deputada federal Joice Hasselmann, o ex-ministro Sérgio Moro e o senador Major Olímpio. O PSL, partido pelo qual muitos de nós nos elegemos, foi tratado com desdém e desrespeito. Os ataques seguiram ao âmbito das instituições Congresso Nacional e STF. A equipe econômica debandou e Guedes já está em estágio final de fritura.

Pois bem, dizem que o tempo se encarrega de dizer quem tem razão. Eu digo que não. A resposta tem sido dada, na verdade, com coerência e o trabalho. Alguns de nós somos leais às pautas pelas quais fomos eleitos. Outros preferiram trair seus eleitores e ser leais a um mito. Mudaram-se para o Centrão e passaram a se alinhar a pautas do PT, via “toma lá, dá cá”.

E qual caminho seguiremos agora? Exatamente o mesmo... O PSL-SP seguirá firme com o seu propósito e alinhado às pautas pelas quais fomos eleitos. Temos crescido e nos organizado, e nos manteremos leais àqueles que vem ajudando a construir, com muita coerência e trabalho, o principal partido de direita do Brasil. Andamos por mais de 600 municípios com o mantra da coerência. Hoje o PSL tem, somente no Estado de São Paulo, 143 vereadores e 32 prefeitos e vice-prefeitos filiados, estamos constituídos em 500 municípios do Estado e entre prefeitos e vice-prefeitos temos hoje cerca de 300 pré-candidaturas postas. Ao todo nós temos cerca de 7.000 pré-candidatos a vereador no Estado, começando pela capital.

Com estas etapas vencidas, o PSL-SP chega às eleições municipais, e fica evidente que o propósito que nos trouxe até aqui é o mesmo que guiará nossos candidatos. As pautas de 2018 continuam firmes para a nossa gente, e devemos sempre ser cobrados pela coerência e pelo trabalho.

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Júnior Bozzella 1.116461 Mon, 31 Aug 2020 06:13:00 -0300
<![CDATA[Não é hora de baixar a guarda]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/editorialat/n%C3%A3o-%C3%A9-hora-de-baixar-a-guarda-1.116455 A Baixada Santista comemora, semana após semana, a sensível queda nos números da pandemia. No último boletim publicado por A Tribuna, quarta-feira, a média móvel dos últimos sete dias ficou em 11 mortes, o que representa um recuo de 15% em relação ao período anterior. A média móvel é um índice que vem sendo adotado pelos governos para avaliar, semana após semana, como se comporta a curva de óbitos diária. A Baixada Santista caiu de um pico de 26 mortes, na média, em 24 de junho para 11 na última semana.

Em Santos, o quadro também se mostra relativamente confortável. Dados divulgados ontem pela Prefeitura indicavam que 30% dos leitos de internação, em hospitais públicos e privados, estavam ocupados, assim como 35% das vagas de UTI apenas para coronavírus. A Prefeitura também registrou um leve aumento do total de santistas internados em leitos hospitalares e UTI em 24 horas, passando de 86 para 105.

Os dados, a paulatina abertura de atividades por parte do Governo do Estado e das prefeituras, a extensão de horários em outros setores que estavam restritos e o estresse provocado pelos meses de confinamento estão levando alguns à falsa ideia de que a pandemia do coronavírus é página virada na história da humanidade.

As imagens que estampam a capa de A Tribuna de hoje e a página A-5 foram feitas no início da tarde de ontem, na orla de Santos, e evidenciam uma postura inadequada e contrária a tudo que se pregou até aqui: evitar aglomeração, distanciamento seguro, uso de máscaras. Muitas das pessoas que ali estavam são as mesmas que criticam as filas em supermercados, na porta dos bancos e em repartições públicas. 

Nas coletivas que têm sido feitas pelas autoridades, nem sempre é possível compreender a lógica nas medidas anunciadas, como a que libera vendedores ambulantes e música ao vivo em bares, e proíbe a prática esportiva na praia de algumas modalidades. Mas se é fato que nem sempre parece haver bom senso entre uma liberação e outra, também o é caminhar com multidões pela areia, sem máscara em muitos casos. 

Em geral, os munícipes da região têm sido bastante aderentes às medidas restritivas, e foi essa postura que levou a região a conquistar, em poucas semanas, o status de “amarela” no Plano São Paulo de combate ao coronavírus. A retomada das atividades econômicas é mais que bem-vinda: é necessária para que os estragos provocados pela quarentena possam ser dissipados com rapidez, porém, esse processo precisa vir acompanhado de consciência e espírito coletivo.

Discute-se a volta às aulas presenciais, em outubro, e se é arriscada ou não, tendo em vista a cadeia de atividades que envolvem a vida escolar, mas aceita-se a formação de multidões como as de ontem. Onde está a lógica? Enquanto a vacina não chega, cautela, bom senso e responsabilidade coletiva são os únicos remédios.

 

 

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Da Redação 1.116455 Mon, 31 Aug 2020 06:07:00 -0300
<![CDATA[Auxílio-doença paga mais que aposentadoria por invalidez]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/direitoprevidenciario/aux%C3%ADlio-doen%C3%A7a-paga-mais-que-aposentadoria-por-invalidez-1.116426 Entre outras coisas, o Decreto 10.410/2020, alterando o Decreto 3.048/1999, modificou o nome dos benefícios. Os decretinos interpretaram a reforma constitucional antes mesmo dos legisladores. Assim, a invalidez passa a ser incapacidade permanente e o auxílio-doença se aplica em caso de incapacidade temporária.

Até a EC 103, em 13/11/2019, a aposentadoria por invalidez pagava 100% da média de contribuições, enquanto o auxílio-doença pagava 91%. Já surgiam alguns problemas, quando o segurado tinha duas atividades e ficava incapacitado apenas para uma delas. Não poderia se aposentar por invalidez, mas seguia com o direito ao auxílio-doença por uma incapacidade permanente.

Agora sim, as coisas se complicaram. O auxílio por incapacidade temporária continua pagando 91% da média, mas a aposentadoria por incapacidade, não sendo decorrente de acidente do trabalho ou doença laboral, será calculada em 60% da média para homens que tiverem até 20 anos de contribuição, e mulheres com até 15 anos, acrescentando 2% para cada ano a mais.

Se o(a) trabalhador(a) tiver o mesmo tempo que a lei anterior dispunha para a aposentadoria por tempo de contribuição, 35(30) anos, sua invalidez permanente será calculada em 90% da média, ainda 1% a menos do que paga o auxílio por incapacidade temporária.

Portanto, realmente na imensa maioria das vezes, o auxílio-doença pagará mais do que a aposentadoria por invalidez. Deve ser o preço da incapacidade permanente?!

Vale pensar: o trabalhador que já estava aposentado por invalidez e caiu no “arrastão pericial”; ajuizou a devida ação e o perito decidiu que está incapacitado mas temporariamente, ainda poderia ser reabilitado; assim, o INSS foi condenado não a restituir a aposentadoria por invalidez que foi cassada, mas a conceder o

auxílio-doença e a reabilitação profissional. Ora, reabilitação profissional é algo bastante raro, o mais provável é que o aposentem por invalidez de novo. Se a decisão judicial não falar nada sobre a recolocação do benefício por invalidez anterior, o INSS com certeza vai usar o novo cálculo.

 

 

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Sergio Pardal Freudenthal 1.116426 Mon, 31 Aug 2020 06:00:00 -0300
<![CDATA[Tribuna do leitor - 30 de agosto de 2020]]> https://www.atribuna.com.br/opiniao/tribunadoleitor/tribuna-do-leitor-30-de-agosto-de-2020-1.116312 Rua Gastronômica

É necessário que as autoridades de fiscalização do Município atentem para os bares, restaurantes e casas de diversões da rua Tolentino Filgueiras, que, em total desacordo com as regras de distanciamento social ainda em vigor, promovem ou contribuem para aglomerações de pessoas, muitas sem máscaras, nas calçadas ou dentro desses estabelecimentos. As transformações estéticas realizadas na rua gastronômica de Santos deveriam vir acompanhadas de melhor fiscalização dos órgãos públicos, cassando alvarás de empresas que não promovem o devido isolamento acústico de seus estabelecimentos. Especialmente uma que em seu ambiente inferior exibe um restaurante e no superior um salão de música, que inferniza seus moradores vizinhos, tocando música em alto volume até as 5horas da manhã, de quinta a domingo. Pasmem, tocam até a música do Corinthians! Mesmo com a Polícia Militar, acionada pelo 190, vindo fazer a necessária e devida constatação da ocorrência. Seria pedir muito que uma viatura da Guarda Municipal ficasse de prontidão, munida de um medidor de decibéis, a partir das 20h até o horário de encerramento da atividade na Rua Gastronômica, para coibir abusos e oferecer segurança aos usuários? 
Toshio Shiokawa - Santos

Tamboréu

<MC>Não sou praticante de tamboréu, mas me solidarizo com a manifestação dos adeptos da modalidade quanto à liberação da sua prática nas areias da praia. Liberaram academias, bares e restaurantes, agora até com música ao vivo, locais que recebem grande quantidade de pessoas, mesmo com capacidade reduzida. Então, por que o tamboréu, que é praticado ao ar livre, com duplas separadas por uma distância muito maior do que a recomendada, tem que aguardar a cidade passar para a fase verde? E os ambulantes, que atuam na faixa de areia? Vão morrer de fome? Não poderiam colocar seus guarda-sóis e cadeiras com distanciamento? Os responsáveis por essas decisões têm que olhar para todos, não só para as categorias que tem poder de pressão.
Anacleto Serafim de Almeida Filho - Santos

Agressão 

Nem nas mais sangrentas e autoritárias ditaduras, um líder teve a audácia de dizer que queria dar um soco na cara de um jornalista, como fez Jair Bolsonaro. O jornalista apenas perguntou o que o Brasil inteiro quer saber: o motivo de a primeira-dama ter recebido uma pequena fortuna em depósitos do ex-assessor. E no dia seguinte, após a agressão, declara que jornalista 'bundão' tem menos chance de sobreviver ao coronavírus do que ele próprio. É lamentável termos um líder, eleito por voto popular, se comportando como um ditador, incapaz manter decência política e administrativa. Espero que os jornalistas o ignorem e que nossas instituições abandonem a subserviência e façam valer as leis. 
Daniel Marques - Minas Gerais

Imunidade parlamentar

Uma quadrilha inteira é presa pelo assassinato de um pastor evangélico. Por coincidência, sua esposa é a mentora do crime. Porém ela, Flordelis dos Santos de Souza, responderá livre e solta por ser deputada federal e ter imunidade parlamentar. O que dá imunidade a um político? Ele está acima do homem comum apenas por ter um mandato transitório? O macaco quer saber!
João Horácio Caramez - Santos

Cordialidade

Os grupos de torcedores do Santos e do Palmeiras se confrontaram em um posto de gasolina. E dois deles foram mortos à bala. Um fato lamentável que levou dor aos seus familiares. O Esporte tem de incentivar a cordialidade e não essa animosidade pois a disputa tem que ser a da bola em campo. Entre os torcedores deve prevalecer a gozação, não as atitudes violentas. E, para completar, fica comprovado que a liberação de armas por parte do governo Bolsonaro pode aumentar ainda mais a violência. Mais do que nunca se faz necessário estimular um comportamento adequado em todos os momentos. 
Uriel Villas Boas - Santos

 

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Da Redação 1.116312 Sun, 30 Aug 2020 12:03:00 -0300