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Domingo

22 de Setembro de 2019

Jovem reage a prisão de homem que matou irmã por bolo: 'Ainda sofremos muito'

Vanderléia Santos foi assassinada com três tiros durante festa junina em Sete Barras, no Vale do Ribeira

Dois meses após o assassinato da irmã no Vale do Ribeira por causa de um bolo, Silvana Santos fala sobre como a família vem lidando com o luto. O suspeito de ter assassinado Vanderléia Inácio dos Santos, de 25 anos, foi preso em Santa Catarina na última quinta-feira (15). "Está difícil aceitar a perda, ainda estamos sofrendo muito", desabafa.

O crime aconteceu na cidade de Sete Barras, no Vale do Ribeira, em 15 de junho. Na ocasião, Silvana estava acompanhando a irmã e seus sobrinhos em uma festa junina realizada em um sítio da cidade. A dona de casa havia preparado um bolo para levar na noite e, durante a festa, o caseiro Nelson de Oliveira Bueno, de 46 anos, começou a criticar o doce e a xingar.

Segundo testemunhas, Vanderléia ofereceu um pedaço para a esposa de Nelson e ele fez críticas e a xingou. Após a discussão, sacou um revólver e efetuou três disparos. O primeiro tiro foi no peito, o segundo dentro da boca e o terceiro em sua testa. Depois de matar Vanderléia, ele teria a jogado pelo braço e falado "toma o lixo de vocês".

Dona de casa participava de festa junina em Sete Barras (Foto: Arquivo Pessoal)

Silvana lembra que estava na noite em que a irmã foi assassinada e que as crianças ainda sofrem com a morte da mãe, já que presenciaram a cena. Ela deixou quatro filhos: uma menina 6 anos e três meninos, um de 8, outro de 4 anos, além de um bebê de 10 meses. De acordo com a irmã, a menina e o bebê atualmente estão morando com a avó materna, já os demais meninos estão com o pai. 

"Dá um aperto em vê-los sem a mãe. As vezes eles falam sobre o que aconteceu naquela noite e o mais velho ainda chora ao ver a foto dela", relata Silvana. 

Prisão

Nelson foi preso na última quinta-feira (15) por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia Seccional de Registro no Estado de Santa Catarina. O caseiro foi localizado após a realização de buscas em várias cidades.

Silvana comenta que a prisão trouxe um alívio para a família, mas não inibe o sentimento de perda.  "Esperamos que ele fique até o último dia na cadeia e que não o soltem tão cedo. Foi horrível, uma crueldade para nós", finaliza. 

Três dias após o crime, Nelson se apresentou à polícia e confessou o crime, mas foi liberado no mesmo dia por não haver mandado de prisão, já que não houve o flagrante.

Nelson foi preso na última quinta-feira (15) por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia Seccional de Registro no Estado de Santa Catarina (Foto: Arte/AT)