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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Voluntária canta com idosa em lar de São Vicente e emociona internautas; vídeo

Vídeo foi postado nas redes sociais e viralizou. Dona Laura tem 84 anos e começou a cantar junto com Claudia em um momento de descontração

“Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer, e te querendo eu vou tentando me encontrar”. Com a voz rouca e trêmula, embalada por esses versos de Caetano Veloso, Laura Alberto, conhecida como Dona Laura, e Claudia cantam juntas a melodia no Lar Vicentino de São Vicente, em um vídeo que viralizou nas redes sociais.

As imagens foram filmadas em meio a um momento de descontração das senhoras. Claudia Maria Cunha Soares, de 55 anos, professora aposentada, conta que conheceu ‘Laurinha’, como chama carinhosamente a senhora de 84 anos, portadora do mal de Alzheimer, há dois anos, quando começou a ser voluntária na casa.

“A Laura sempre se mostrou muito ansiosa e costuma nos perguntar o tempo todo: ‘E agora?’. Por isso, a escolha dessa música. Desde então, canto para brincar com a Laurinha, e ela se mostra feliz com isso. Durante um de nossos momentos, ela começou a cantar junto, então eu e outro voluntário tivemos a ideia de filmá-la”, disse. O vídeo, publicado nas redes sociais, foi compartilhado centenas de vezes.

Claudia conta que o aprendizado é constante no grupo de voluntários, e que se sente feliz e satisfeita em participar de tudo isso. “Os idosos gostam e necessitam de carinho, por isso, nós voluntários do lar estamos sempre buscando atividades para interagir com eles”, afirmou.

Simoni Guimarães, coordenadora dos Voluntários do Lar Vicentino, conta que todos os meses o grupo arrecada dinheiro para gastos com os idosos, e em um determinado momento, decidiu comprar uma caixa de som. “A gente grava as músicas no pendrive. Então, deixo a caixinha de som ligada o dia inteiro no refeitório, e eles vão cantando junto”, revelou.

Simoni revela que Dona Laura sempre foi muito quieta, então, eles acham lindo quando a senhora faz alguma coisa. “Ela tem Alzheimer e não lembra mais de muitas coisas, e a música traz essa lembrança, puxa do fundo da memória o que ela viveu. Quando estamos juntos, tem muito amor envolvido, porque a gente gosta muito do que faz. Então, é natural, você estar lá, começar a tocar uma música, você cantar e ele [o idoso] cantar junto”, finaliza.

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