VLT na Área Continental de São Vicente segue indefinido

Projeto básico deve ser finalizado ainda este ano, estima João Doria. O documento projetará o valor estimado para o empreendimento

A promessa de um transporte de massa limpo, rápido e eficiente segue uma realidade distante para os cerca de 150 mil residentes na Área Continental de São Vicente. O governo do Estado ainda não tem planos consolidados para tirar do papel a terceira fase de ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que levará o sistema àqueles bairros.  

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A previsão do governador João Doria (PSDB) é que o projeto básico do empreendimento seja finalizado até final do ano. Essa etapa vai indicar o custo estimado para a implantação do novo trajeto, composto de 7,5 quilômetros de extensão, cinco estações de embarque e desembarque, três subestações de energia e um pátio de manobras.  

“Após (o estudo pronto), vamos avaliar o valor do investimento, as condições e a projeção para a execução do projeto executivo e, finalmente, (dar início) à obra”, informa Doria. Na última quinta-feira (24), o governador esteve em Santos para autorizar a ampliação da segunda fase do modal, que ligará o Centro de Santos à estação Conselheiro Nébias. Essa fase tem custo superior de R$ 227 milhões, para implantação de oito quilômetros e 14 estações.

Em sua rápida passagem pelo Palácio dos Bandeirantes (entre abril e dezembro 2018), o ex-prefeito vicentino Marcio França (PSB) tentou antecipar a terceira fase do VLT. Na ocasião, o então governador chegou a prever que o sistema de transporte por trilhos estaria presente nos bairros periféricos de São Vicente em 2021.  

Contudo, os planos foram suspensos logo após a vitória do tucano na corrida eleitoral para o governo paulista. Com isso, a expansão do modal para a Área Continental de São Vicente parece seguir a sina de adiamento que marcou a implantação do trecho inicial e a abertura da licitação para a segunda fase do modal (Centro de Santos).  

Ponte dos Barreiros 

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, destaca que um dos entraves para o empreendimento é o precário estado da ponte sobre o Canal dos Barreiros, principal acesso entre a parte insular àquela região vicentina. Este é considerado o ponto mais sensível, pois as estruturas ferroviárias do equipamento estão sucateadas e em péssimo estado de conservação. 

Em março de 2018, o governo paulista descartou demolir essa parte da ponte (que fica ao lado do acesso rodoviário, que está com processo de licitação aberto para reforma). Laudos técnicos à época confirmaram que a estrutura não estava condenada e poderia receber os trens do VLT. Com a reforma desse espaço, havia a promessa de antecipar o cronograma de implantação da terceira fase, já que não seria necessário obter novo licenciamento ambiental.

A terceira fase do VLT vai ligar a estação dos Barreiros (atualmente parada inicial do VLT) até o bairro Samaritá, próximo à divisa com Praia Grande. O projeto prevê trajeto de 7,5 quilômetros de extensão. A conclusão dos trabalhos é prevista em até 24 meses após iniciada a obra, ainda sem previsão. 

Essa fase deve facilitar o transporte de até 150 mil habitantes dos núcleos da região continental de São Vicente. O sistema terá integração com o transporte municipal vicentino, concessionada a uma empresa privada. A etapa também é necessária para levar o modal às demais cidades do litoral Sul – ainda sem data prevista.

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