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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

São Vicente vive queda de braço com Estado de São Paulo

Discussões entre as administrações Pedro Gouvêa e João Doria se arrastam desde o primeiro mês de mandato do tucano

A disputa eleitoral em São Vicente também reserva uma peculiaridade por conta de uma queda de braço entre o prefeito Pedro Gouvêa (MDB) e o governador João Doria (PSDB), que se arrasta desde o primeiro mês de mandato do tucano.

Em janeiro de 2019, o Governo do Estado cancelou quatro convênios na área de Saúde, que, juntos, totalizavam R$ 126,863 milhões e outros relacionados à pavimentação de vias públicas e reformas de equipamentos públicos, que representavam o montante de R$ 47,7 milhões.

Algumas dessas obras inclusive já estavam em andamento e esse corte comprometeu uma grande mudança que estava planejada para aquele ano na área da saúde. Esses documentos foram assinados no final da gestão do ex-governador Márcio França (PSB). 

Na ocasião, o governo paulista negou uma retaliação a São Vicente, o berço político do socialista. A justificativa apresentada é que a suspensão desses repasses ocorreu para a revisão e a análise técnica dos convênios. Além disso, no caso da saúde, a decisão foi tomada pela “ausência de prévia reserva de recursos orçamentários e financeiros”. 

Ponte

Os ânimos voltaram a ficar acirrados em novembro do ano passado, quando, a partir do dia 30 daquele mês, a Justiça determinou a interdição total da Ponte dos Barreiros, devido ao risco de desabamento.

Após o jogo de empurra entre o Governo do Estado e o Município sobre qual ente teria a responsabilidade de reformá-la, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liberou um convênio de R$ 57,3 milhões para a reforma completa dessa ligação viária, que foi reaberta para a circulação de veículos leves e motos na última quarta-feira (1).

Pimenta

Para apimentar ainda mais esse clima, o PSDB decidiu lançar a jornalista Solange Freitas para concorrer à Prefeitura. Muito popular por trabalhar como repórter em várias emissoras de TV da região, sendo 15 anos na TV Tribuna, ela é vista como uma ameaça real à reeleição de Gouvêa. Isso sem contar Kayo Amado, que tem um eleitorado consolidado.

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