São Vicente lança edital para segunda fase da obra da Ponte dos Barreiros

Empresas poderão se candidatar a realizar a reforma até 18 de dezembro; comerciantes da Área continental ainda têm prejuízos por proibição de caminhões trafegarem pelo local

O edital de licitação para as obras da segunda fase  da Ponte dos Barreiros foi lançado pela Prefeitura de São Vicente. A partir de agora,  empresas interessadas terão até 18 de dezembro para apresentarem suas propostas. A previsão é de que a execução dos trabalhos custe R$ 51,8 milhões e leve 18 meses.

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Pelo projeto executivo, haverá um reforço estrutural, com recuperação de 266 estacas, vigas e de todo o pavimento da ponte. Serão colocadas também novas armaduras. Assim o equipamento suportará carga de 45 toneladas.

Na primeira fase, foram reformadas 52 estacas, uma longarina (vigas longitudinais ou principais) de um dos tabuleiros e três travessas. Isso permitiu que motos, carros, utilitários, SUVs, caminhonetes e micro-ônibus pudessem trafegar pelo local desde 1º de julho, após 200 dias de interdição.

A partir de 1º de setembro, o Tribunal de Jutiça de São Paulo (TJ-SP) liberou a passagem de ônibus convencionais  de transporte coletivo e caminhões do Corpo de bombeiros. A permissão ocorreu após a Prefeitura apresentar de laudos apontando que o euipamento teria capacidade para suportar o peso desses veículos. Eles, no entanto, precisam transitar com velocidade máxima de 40 km/h e distância de 100 mentros entre eles.

O problema ficou para caminhões de maior porte que ainda estão impedidos de transitar pelo equipamento, o que tem afetado quem tem comércio na Área Continental.

Poder voltar a utilizar a Ponte dos Barreiros é o sonho do dono de loja de ferragem, no Quarentenário, Heraldo Rodrigues de Santana, 40 anos. Ele conta que gasta o dobro de combustível por dia   desde a proibição de utilizar a ponte.

"A situação está impossível. A gente roda duas vezes mais para fazer a entrega. Então, tem que repassar esses custos. Senão, como pago meus funcionários?", questiona. Manter as portas abertas, de acordo com ele, tem sido um desafio. "É matar um leão por dia".

O dono de uma pequena fábrica de blocos, no Rio Branco, Isael Silva de Lucena, 34 anos, desistiu de vender seu produto para locais fora da Área Continental. E, nesse tempo, teve de dispensar dois funcionários. "Minhas vendas caíram 60%. Não tinha como manter todo mundo".

Segundo ele o custo de entrega fica inviável sem cruzar  o equipamento. "Fica muito longe. Pela ponte são 5 minutos. Por Praia Grande, você leva uma hora para fazer o contorno. Por Cubatão, tem o pedágio. Fica inviável".

Para Lucena, haveria possibilidade de mais veículos passarem pelo local. "Meu caminhão não pesa nem 4 toneladas carregado. É mais leve que um ônibus vazio".

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