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Segunda-feira

20 de Maio de 2019

Pedro Gouvêa garante que terminará obras em São Vicente até o fim do mandato

Em entrevista à Rádio Nova FM, prefeito diz que nenhum projeto ficará pela metade no município

Todas as obras que são realizadas pela Prefeitura de São Vicente serão entregues até o fim de 2020. A palavra é do prefeito do município, Pedro Gouvêa (MDB). O chefe do Executivo deu a garantia durante entrevista ao Jornal Manhã de Notícias, da Rádio Nova FM.

"É meu compromisso. Obra nenhuma vai ficar na metade. Ter sido iniciada e cessar a obra porque o estado, de repente, falou que não vai mandar mais dinheiro. Suponhamos que a gente não consiga mais resgatar esse dinheiro, que a gente não consiga mais reativar o convênio. Garanto que vou terminar a obra com recurso próprio", disse o emedebista.

Sobre a suspensão e cancelamento de convênios do Governo do Estado de São Paulo, Gouvêa lembrou que muitas cidades da Baixada Santista foram prejudicadas, mesmo tendo cumprido todas as obrigações. Apesar disso, o chefe do Executivo minimizou a situação e falou que, se o estado não liberar a verba, deve buscar os recursos na Justiça.

"Acredito que seja um trâmite de quem entra no governo e quer ter ciência de tudo que está acontecendo. 'A gente segura aqui, faz uma reavaliação', e conforme for vendo que todas as assinaturas foram legítimas, dentro da normalidade, com as garantias financeiras e jurídicas, vai se autorizar que se dê continuidade a essas obras", ponderou o chefe do Executivo vicentino.

Em São Vicente, o prefeito destacou que havia convênios oriundos da área da Saúde, via DesenvolveSP, além de verba Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias). Alguns deles, já com 50% das obras realizadas.

"Como vamos parar e não dar continuidade a uma obra dessa? Isso seria um descaso com o município, com a região. Outras cidades também se encontram nesta situação", apontou Gouvêa, lembrando de Guarujá e Santos.

Questionado por munícipes sobre obras paradas, como na Rua Dom Lara, na Vila Valença, o emedebista negou que houvesse alguma interrupção de trabalhos. Segundo ele, o ritmo pode ter diminuído por causa da situação envolvendo as verbas estaduais, mas serviços como drenagem têm sido realizados pela prefeitura.

Saúde

O prefeito de São Vicente demonstrou preocupação especial com os convênios na área da Saúde. Ele aposta que as verbas para as obras, que já estavam garantidas e com licitação feita, não terão problemas. Mas, os valores referentes ao custeio podem ser barrados pelo governo estadual.

"Na Saúde, temos convênios para obra e custeio. As obras são referentes ao Hospital [antigo Crei] e à descentralização do Pronto-Socorro Municipal, que passaria a atender em outro local. A obra já está licitada e iniciada. No entanto, o custeio do serviço dentro do hospital, que seria em torno de R$ 5 milhões ao mês, pode ter dificuldade, porque não chegamos a fazer a licitação. Juridicamente, se o governador ententer que não é importante ajudar São Vicente, pode ser que ele realmente consiga tirar esse recurso", ponderou o chefe do Executivo.

Hospital Municipal de São Vicente pode ter problemas com verbas para o custeio (Foto: Irandy Ribas/AT)

Trabalhos de drenagem

Pedro Gouvêa falou, também, sobre as obras para solucionar o problema das enchentes em São Vicente. De acordo com o chefe do Executivo, há um investimento para trabalhos nas bacias dos bairros Cidade Náutica e Catiapoã, sendo que existe um planejamento para as áreas.

Para a bacia da Cidade Náutica, o prefeito ressaltou que já existe uma intervenção, em parceria com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), para a construção de quatro canais, além de serviços de aprofundamento dos canais e urbanização da área. O problema, no entanto, encontra-se na bacia do Catiapoã.

"É uma obra que iniciamos em 2010, mas o governo passado [gestão Luis Cláudio Bili] parou. Esse recurso ficou preso no Governo Federal. Em 2017, fui a Brasília, no Ministério das Cidades, para conseguir a liberação dessa verba. Mas, a obra estava defasada. Tínhamos R$ 8 milhões de recursos da União, e tive que investir mais R$ 3 milhões de recursos próprios", explicou o emedebista.

As dificuldades começaram na hora da abertura dos envelopes para contratar a empresa responsável pela obra. De acordo com Gouvêa, a primeira colocada desistiu, justificando que precisaria que o valor do serviço dobrasse para realizar os trabalhos. Já a segunda colocada pediu um aditamento de 50% no valor do contrato. Ambos, segundo o prefeito, eram inviáveis no momento.

O chefe do Executivo vicentino informou que já foi à Caixa Econômica Federal para conseguir um financiamento do valor da diferença da verba existente e a necessária, para realizar uma nova licitação. Além disso, ele tem contado com o apoio da deputada federal Rosana Valle (PSB-SP), que se colocou à disposição para auxiliar na colocação de comportas na cidade.

"Inicialmente, tínhamos recursos garantidos para a instalação de 12 comportas, mas essa verba foi se perdendo. Hoje, só conseguiríamos três, mas precisamos de, no mínimo, nove comportas. A deputada busca nos ajudar a conseguir recursos junto à União para fazer as obras e minimizar esses problemas", destacou Gouvêa.