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Quarta-feira

17 de Julho de 2019

Motoristas enfrentam problemas na Linha Azul de São Vicente

Corredor de acesso à Rodovia dos Imigrantes tem adversidade de todo tipo, para desespero de condutores e apreensão da vizinhança

Utilizar a Linha Azul de São Vicente – corredor viário de acesso à Rodovia dos Imigrantes – exige espírito aventureiro dos motoristas e visitas regulares ao mecânico para verificar a suspensão dos veículos. Seja pelas frequentes enchentes, falta de manutenção ou qualidade do material, a via está com inúmeros buracos, fissuras, trincas e ondulações.

Se já não bastassem os desníveis e deficiências no pavimento, as barreiras erguidas no trajeto são sinônimo de risco para os condutores. Exemplos não faltam de locais em que falhas no solo da avenida (que recebe quatro nomes ao longo do trajeto) acendem o sinal amarelo e exigem atenção redobrada dos condutores.

Próximo ao cruzamento das avenidas Augusto Severo e Galeão Coutinho, blocos de concretos foram colocados na via como alerta às crateras. “Quem vem à noite não consegue ver o obstáculo. É um perigo”, diz o motoboy Rodney Soares.

Situação similar ocorre na esquina da Avenida Penedo com a Rua Lourival Pereira Aguiar. Placas de concreto tomam conta de quase toda a extensão da via no sentido Imigrantes-São Vicente. Para continuar o trajeto, é preciso invadir a pista contrária.

Motoristas e pedestres reclamam que os materiais atrapalham o fluxo de veículos e são verdadeiras armadilhas à noite. “Fica difícil ver as muretas [de concreto] colocadas na avenida. Só quem anda sempre por aqui sabe onde elas estão”, denuncia o ambulante Guilherme Moura.

Nas imediações das avenidas Penedo com a Indaiatuba, dois pneus de caminhões servem de tampo do bueiro, que sumiu do mapa. “O pessoal se cansou de pedir para repor [a peça] e improvisou essa barreira. É uma vergonha. A avenida virou um caos”, diz o mecânico João Moacir.

Desníveis  

Já o trecho final da Avenida Manoel de Abreu exige habilidades do condutor para escapar dos desníveis. Qualquer instante de desatenção pode ser fatal, já que crateras e fissuras na via se estendem por mais duas quadras.

“Basta chover para virar uma piscina. Aí, a situação fica pior, porque não se vê o buraco. Por isso, o pessoal colocou essas barreiras altas, para ver quando enche”, afirma o motorista Roberto Assis.

No único trecho um pouco melhor, entre a Rua Equador e a Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o que falta é pintura de solo. Vizinhos falaram que o local passou por obras, que pararam sem que fossem pintadas as divisões das faixas. Há queixas sobre a falta de placas de trânsito e de indicativos com os nomes das vias.

Lixão

Os problemas não se resumem ao asfalto. A calçada próxima à Rua Indaiatuba se transformou num lixão a céu aberto e uma fossa representa risco. Moradores improvisaram uma fita zebrada para alertar os mais distraídos. Mas nem é preciso, pois ninguém utiliza o acesso. “Por isso, caminho próximo ao meio-fio”, diz o comerciário Luiz Almeida.

Administração promete retomar serviço

A Prefeitura de São Vicente diz aguardar a realização de obras da Sabesp para retomar a pavimentação de trechos da via. A estatal realiza serviços entre a Rua Guarani e a Av. Doutor Alcides de Araújo. A administração vicentina assegura, ainda, que a Linha Azul passou por diversas melhorias nos últimos meses.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedup) explica que o próximo trecho a ser pavimentado irá da Rua Machado de Assis até a Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Já a Secretaria de Projetos Especiais (Sepes) afirma ter finalizado um projeto para melhoria da Avenida Manoel de Abreu, que deve contar com recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur), do Governo do Estado.

A Avenida Capitão Luiz Horneaux passou por intervenções com recursos do Desenvolve SP e falta apenas uma parte a ser concluída.

Sem informar data, a administração vicentina indica que a via receberá o Mutirão Mãos à Obra. São esperados serviços de tapa-buraco, limpeza de vias e bueiros, pinturas, capinação, reparos no sistema de iluminação, e fiscalização de calçadas irregulares, muros inacabados e terrenos abandonados. Há uma parceria com a Fundação Professor Manoel Pedro Pimentel (Funap) para os serviços até maio de 2020.