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Terça-feira

7 de Julho de 2020

IPT atesta segurança e Ponte dos Barreiros pode ser reaberta na próxima terça

Laudo técnico favorável do órgão paulista pode significar a liberação das duas faixas de rodagem do acesso entre áreas continental e insular de São Vicente, após quase oito meses fechado

Laudo técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) atestou segurança viária na Ponte dos Barreiros, após a conclusão da primeira da fase de recuperação do acesso entre áreas continental e insular de São Vicente. O documento foi finalizado nesta quinta-feira (25), menos de uma semana do prazo determinado pela Justiça para conclusão do parecer técnico do órgão paulista. Com isso, a Prefeitura espera liberar o fluxo no equipamento - interditado desde novembro passado - na próxima semana. 

A conclusão do estudo era aguardada pelo Judiciário para autorizar a reabertura parcial do acesso. Contudo, a documentação atesta capacidade técnica para a liberação total do equipamento.

“O laudo do IPT é muito importante, pois valida que a primeira fase de obras (recuperação emergencial do acesso) ocorreu dentro dos parâmetros técnicos e tecnológicos, seguindo as especificações que foram estabelecidas no projeto”, diz o secretário municipal de Obras Particulares, Elizeu Gonzalez Cação. 

Segundo ele, com o aval do órgão paulista será possível reabrir o acesso ainda neste mês, beneficiando mais de 150 mil moradores da Área Continental de São Vicente. “Fizemos o encaminhamento (do laudo do IPT) para a promotoria. Acredito que na próxima terça-feira (30) a ponte poderá ser liberada”, diz.  

Cação explica que a análise do órgão estadual possibilita o uso das duas faixas de rodagem do acesso. Desta forma, não seria adotado o modelo siga e pare, como chegou a ser cogitado, caso apenas uma das pistas recebesse autorização para ser reativada. “A única limitação (à ponte) será para caminhões”. 

Segundo o parecer, que ATribuna.com.br teve acesso, a ponte está apta a receber o tráfego de veículos de até dois eixos, com peso bruto total de até oito toneladas por eixo e com velocidade limite de 40 km/h, em toda sua extensão de 623 metros, nas duas faixas de tráfego, nos dois sentidos. 

Os relatórios e resultados de análises laboratoriais dos materiais empregados nas obras emergenciais também “foram considerados coerentes com os procedimentos normatizados”. 

Prazos 

Segundo a prefeitura, ainda é aguardado o anúncio oficial do resultado do laudo do IPT, bem como a decisão da Justiça quanto ao pedido para a reabertura do equipamento.

Pelo acordo costurado com a Justiça, somente com a comprovação de que houve a recuperação de duas travessas e 52 vigas transversais do equipamento, alvos da reforma emergencial, é que será possível a retomada do trânsito de veículos no local. Com parecer favorável, será possível reabrir a ponte para o tráfego de carros de pequeno porte e ônibus.  

A administração vicentina ressalta que, por meio do parecer técnico, o IPT anuncia que considera válidos os documentos apresentados, por atender às normas técnicas e aos procedimentos adotados para elaboração, sobretudo do projeto executivo com análise e simulações utilizando-se de parâmetros compatíveis com o tipo de estrutura.  

Ainda, quanto à qualidade técnica do reforço executado (execução das obras) do ponto de vista geométrico e seu aspecto visual, superfície cilíndrica exposta acima do nível d’água do canal, “não foram observadas anomalias construtivas, e apresentam aspecto normal para esse tipo de obra civil”. 

Cação explica que esse laudo tem validade de um ano. Nesse prazo, a administração deve dar andamento a segunda fase de reforma do acesso. A expectativa é que as obras tenham início ainda neste ano. 

Primeira fase  

A primeira fase para recuperação da Ponte dos Barreiros foi encerrada em 6 de junho, dias antes do prazo previsto no cronograma de obras – que era estimado para o final deste mês. Iniciada em abril, a etapa foi responsável pela recuperação de 52 estacas que apresentavam maior desgaste, uma longarina (vigas longitudinais ou principais) de um dos tabuleiros e três travessas.  

Para a obra, a Terracom – empresa vencedora da licitação emergencial – utilizou 76 profissionais, incluindo equipe operacional, mergulhadores, setor administrativo, área técnica e condutores de embarcações. As intervenções em caráter emergencial tiveram custo de R$ 5,7 milhões. 

Já a fase final das intervenções está estimada em pouco mais de R$ 51 milhões. São previstas a recuperação estrutural das demais estacas e reforma da mesa, o que possibilita a ampliação de carga para veículos com até três eixos.

Os recursos para a recuperação do equipamento ficaram assegurados em 21 de dezembro, quando o governo federal liberou R$ 58 milhões. A liberação da verba ocorrerá por etapas, conforme o avanço das intervenções no local. A reformulação completa deve durar 12 meses.

 

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