Ilha Porchat sonha em dar a volta por cima

Prestes a completar 55 anos, a agremiação vicentina ensaia uma volta por cima: sem dívidas e com a sede reformada

Ainda não será neste ano, mas, quem sabe, em 2020, haverá o retorno do lendário Baile dos Mares do Sul, do Ilha Porchat Clube. Prestes a completar 55 anos, a agremiação vicentina ensaia uma volta por cima: sem dívidas, com a sede reformada, retornando aos tempos em que promovia algumas das festas mais badaladas da região, como se gabava seu eterno presidente, Odárcio Ducci.

O ápice da crise se deu entre 2013 e 2015, quando o clube se envolveu em questões judiciais que proibiram eventos e enfrentou dificuldades financeiras e bloqueios judiciais. Até então, uma das principais fontes de receita do clube era com o aluguel para bailes de formatura e festas.
Logo que assumiu, há quatro anos, após a morte de Ducci, o presidente André Luiz de Jesus Pereira iniciou renegociações. A principal dificuldade era como financiar o clube.

Ao todo, 689 sócios são veteranos — aqueles que completam 30 anos de filiação e deixam de pagar mensalidade. Apenas 190 geram receita, nas categorias individual e patrimonial. “O que recebemos das mensalidades é muito pouco. A gente precisa de muita parceria para manter as portas abertas”, explica Pereira, conhecido como Duda.

Usuário

Uma primeira medida foi criar categorias de associados: os usuários. Na familiar, pagam-se R$ 1,5 mil, em três parcelas, e uma taxa para carteirinhas (válida para casal, filhos até 21 anos e filhas solteiras).

Se houver interesse em ser usuário individual, também é possível. Pagam-se R$ 1 mil, em duas vezes, mais taxa das carteirinhas. “Essa maneira é válida por um ano. Ele (o usuário) pode usar tudo do clube, como qualquer outro sócio, como piscina, cadeiras de sol e guarda-sol na praia.”

Dívidas altas

Duda conta que o clube ainda deve cerca R$ 6,5 milhões — dos quais R$ 5,4 milhões para o INSS, em ações trabalhistas. Há outras, nas esferas cível, criminal e trabalhista.

O que entra é insuficiente para pagar as contas, entre elas o salário dos funcionários, e custear melhorias. Por causa disso, Duda iniciou um esquema de parcerias com comerciantes. No salão grande, uma empresa sul-coreana assumiu a reforma, com contrato para explorar a área assim que tudo for revitalizado.

Na piscina — que é encravada em uma rocha gigante da ilha —, outro empreendedor é responsável por limpeza e manutenção. Em troca, pode explorar todas as possibilidades comerciais, como um restaurante, uma lanchonete e um sushi bar.

 

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