Grupo voluntário da Baixada Santista ajuda a dar um pouco de dignidade a pessoas em situação de rua

Presente em 35 cidades brasileiras projeto voluntário leva alimento, produtos de higiene e afeto para quem está nas ruas

O voluntariado Bem da Madrugada, criado em setembro de 2019, na Baixada Santista, tem como base o suporte com itens básicos, como alimento e produtos de higiene para a população em situação de rua da região. Extensão de uma rede voluntária presente em 35 cidades do Brasil, o projeto leva também afeto e atenção para pessoas que estão à margem da sociedade. 

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Segundo a encarregada de grupos parceiros Letícia Almeida, que faz parte da iniciativa social desde a época da criação, são os pequenos gestos e o cuidado com quem está em situação de rua que fazem a diferença. “Uma muda de roupa, um cobertor para acalentar o frio das ruas e ajudar os animais que são os irmãos deles, os filhos deles. Então, o Bem da Madrugada foi transformador para minha vida, agregou valores e felicidade, apesar da situação de rua ser muito triste. Mas é uma felicidade por sermos ferramentas de transformação na vida deles". 

Grupo de voluntários do Bem da Madrugada em ação em São Vicente 

Neste sentido, nos últimos meses, o grupo que antes só contava com voluntários responsáveis por doações de lanches e produtos de higiene ampliou a equipe com uma rede diversa de profissionais que dão apoio para quem precisa não só de itens básicos, mas também atenção. Médicos, barbeiros, músicos, psicólogos, fotógrafos, advogados e veterinários prestam informações sobre documentação, saúde física e mental, dúvidas sobre os cuidados com animais de estimação e mantém os ouvidos sempre abertos para conversas com quem recebe a ajuda voluntária. 

Voluntária em ação do Bem da Madrugada em São Vicente

Segundo o estudante de medicina Michael Denner, as pessoas que estão em situação de rua carecem de atenção. “Eu percebo que eles pedem muito contato humano, precisam de alguém para conversar, então todo contato médico que fazemos também nos aproximamos [deles] no sentido humano”. 

Esse ponto também é comentado pela voluntária e fotógrafa Marília Valdívia, com destaque para as particularidades da pandemia, momento em que as pessoas em situação de rua estão mais distantes do restante da população. “Muitas vezes, as pessoas esquecem o que acontece fora de casa, principalmente neste período em que ninguém sai. Então, eu acho que é importante chamar mais gente para as próximas [ações] e incitar a solidariedade”, finaliza.

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