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Segunda-feira

18 de Novembro de 2019

Feiras livres em Santos contam com serviços além da comida

Consertos, venda de utensílios, itens para o lar: diversidade agrada e permite economia de consumidores

Comprar frutas, verduras e legumes fresquinhos tem endereço certo: as feiras livres na região. Mas, nelas, dá para fazer muito mais. 

Na Rua Oswaldo Cruz, no Boqueirão, em Santos, foi possível encontrar feirantes que oferecem serviços ou vendem produtos úteis para a casa.

Que o diga o aposentado Bonifácio Ribeira, 69 anos. Depois que a tampa da panela de pressão encrencou na preparação do almoço, ele correu em busca de um conserto. “Vale a pena. Assim, não preciso gastar com uma panela nova”.

Não é o único cliente. A movimentação na barraca de Renato Figueira da Costa, de 44 anos, é grande. Filho de feirante, ele aprendeu o ofício no dia a dia. “Estou no ramo há 23 anos. Conserto tudo no mesmo dia, a não ser que tenha de trocar alguma peça”.

De empregado a patrão 

Gabriel Francelino da Silva, de 21 anos, se orgulha da profissão. Também filho de feirante, começou bem cedo. Aos 14 anos, já ajudava o pai. 

Depois, foi trabalhar com um casal em outra barraca, onde vendia utensílios para casa e consertava panelas. Para conquistar a freguesia, aceita cartões de débito e crédito.  

“Há dois anos, comprei a barraca deles. Paguei parcelado e trabalho com minha mulher [Paula Linhares de Souza]. Já tenho um carrinho e uma casinha para chamar de minha”, afirma. 

No mesmo caminho está Vilmery Alves da Silva, de 32 anos, 18 deles dedicados à venda de roupas femininas na feira. Ela conta que também começou como funcionária e, depois, comprou a barraca da patroa. 

“Vendo de tudo um pouco. A renda ajuda no orçamento da família. Mas, com a crise, o movimento deu uma caída. Espero que a situação melhore logo”.

Faça chuva ou sol 

Carlindo Pereira da Silva, de 65 anos, não atua diretamente na feira. Ele aproveita o movimento, às terças-feiras, para aumentar o trabalho: conserta guarda-chuvas há mais de 20 anos e já virou figura lendária, com seu riso farto e muito bom humor.  

“A clientela é ampla e não falta. Saio do Humaitá, em São Vicente, e trabalho todo dia. Mas, quando tem feira, o movimento melhora bastante”, compara.

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