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Domingo

20 de Outubro de 2019

Falta de ciclovia é risco na Avenida Antonio Emmerich, em São Vicente

Importante avenida da cidade não oferece espaço adequado para as bicicletas

Pedalar pela Avenida Antonio Emmerich, uma das mais movimentadas de São Vicente, é um risco diário aos ciclistas. Tudo porque, ao longo dos quase 1,8 km da via, não há um metro sequer de ciclovia, e as pessoas são obrigadas a disputar espaço com outros veículos. Ao longo dos últimos anos, muitas promessas de obras foram feitas, mas nada saiu do papel.

Parte dos ciclistas que trafegam pela Antonio Emmerich vai e volta da Zona Noroeste de Santos, onde acessam a Avenida Nossa Senhora Fátima, que possui uma ciclovia no canteiro central. O sonho deles era que, em São Vicente, houvesse a mesma estrutura.

“Tinha que ter uma ciclovia do começo ao fim no canteiro central”, diz o autônomo Paulo Galdino, de 56 anos, que conta já ter sido atingido por veículos três vezes.

Sem uma faixa exclusiva para as bicicletas, quem pedala precisa procurar por outros caminhos. O aposentado Walmir Teixeira, de 60 anos, é um que busca rotas alternativas. “Aqui é muito complicado. Costumo cortar caminho por outras ruas porque é perigoso, mesmo que ande certo”.

Má fama

O presidente da Associação Brasileira de Ciclistas, Jessé Teixeira Félix, confirma a má fama da avenida e relata o drama de quem anda de bicicleta no local. “As pessoas têm medo. Há muitos acidentes. Um caos”.

Segundo Félix, a ciclovia na Antonio Emmerich traria benefícios à região, com o estabelecimento de um grande corredor cicloviário, ligando a entrada de Santos ao Centro de São Vicente.

“Faria uma ligação com a Nossa Senhora de Fátima, em Santos, e também com a Linha Amarela de São Vicente. Além disso, um maior fluxo de ciclistas beneficiaria o comércio”.

Resposta

A Secretaria de Projetos Especiais de São Vicente informa que existe um projeto para implementação de ciclovia na Antonio Emmerich. A estrutura será de cerca de 1,3 km, no canteiro central. 

O prazo para a construção depende dos estudos de viabilidade técnica que estão sendo feitos e finalizados junto à Secretaria de Meio Ambiente, devido à possibilidade de retirada de árvores e posterior compensação.

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