EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

10 de Agosto de 2020

Construção de 1.120 apartamentos no Tancredo Neves III é retomada

Continuidade nos trabalhos, interrompidos no ano passado, atende cobrança da deputada federal Rosana Valle (PSB), à Secretaria Nacional da Habitação, em Brasília

O quadro de uma cidade-fantasma nos canteiros de obras no Conjunto Habitacional Tancredo Neves III, em São Vicente, parece ficado no passado. Os trabalhos para a construção de 1.120 apartamentos no bairro vicentino foram retomados, após meses em que os 28 prédios previstos no local que estavam abandonados 

O cenário na manhã desta sexta-feira (19) dá dimensão ao volume de obras. Operários trabalhando nos telhados, caminhões betoneiras fazendo aconcretagem de lajes, máquinas de terraplanagem preparando a infraestrutura ditam  o novo ritmo de intervenções no futuro complexo habitacional. 

A retomada dos trabalhos, sob a responsabilidade da construtora Saned, atende cobrança da deputada federal Rosana Valle (PSB) junto à Secretaria Nacional da Habitação, em Brasília. Isso porque a construção das unidades foi paralisada por problemas burocráticos depois de avançar mais de 20% do previsto em contrato. 

Após reunião com os técnicos da Secretaria Nacional da Habitação, Rosana Valle informou que a Caixa Econômica Federal (CEF) pediria um cronograma atualizado das obras à empresa Saned. Com isso, um novo contrato seria firmado e, assim, utilizar os recursos da ordem de R$ 120 milhões que já estão alocados no orçamento federal para a conclusão do projeto.  

As obras da terceira fase do Conjunto da Cohab Santista começaram em janeiro de 2019. Os 1.120 apartamentos, de 44 metros quadrados, são destinados a moradores de áreas de risco da Baixada Santista e famílias cadastradas em programas habitacionais.  

“Além de garantir moradia para famílias carentes, a retomada impedirá invasões, como já aconteceu com outras obras inacabadas em São Vicente”, disse a parlamentar, que agradeceu a atenção recebida da Secretaria Nacional da Habitação e da Caixa Econômica Federal.  

Segundo ela, com a retomada das obras há a “garantia de que famílias das áreas de risco serão contempladas com a retomada das obras. O Governo Estadual, que também participa da obra, poderá voltar a repassar recursos com o novo contrato”. A parlamentar afirma atuar também para a retomada de outros conjuntos paralisados na região.

Tudo sobre: