Base da PM ao lado da Ponte Pênsil está sem policiais militares há 2 meses

Vizinhos relatam temor por saída de policiais. PM confirma que escala foi alterada, mas diz que local ainda serve de 'base de apoio' em São Vicente

Os moradores de São Vicente não contam mais com policiais militares na base aos pés da Ponte Pênsil, no bairro do Parque Prainha. Quem passa pelo local todos os dias relata medo e insegurança. 

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A Tribuna esteve no local na manhã desta segunda-feira (30) e conversou com residentes, comerciantes e pessoas que passam pela estrutura que liga os lados insular e continental do Município. Há cerca de dois meses já não há mais policiais na base da PM, que tem dois andares. Não há sequer um aviso, as portas estão trancadas.

A comerciante Neusa Melo Ferreira, de 77 anos, mora e trabalha no Parque Prainha há 35 anos. Diz que havia um pouco mais de tranquilidade com a presença dos policiais vigiando a passagem da Ponte, mas agora se sente “descoberta”. 

“Os assaltos já voltaram. Mesmo com a iluminação, que está funcionando, eles não se intimidam. A gente que mora e trabalha aqui fica com medo”, diz ela, que raramente anda a pé por ali, em qualquer horário.

O aposentado José Ferreira Lima, de 66 anos, conta que o número de moradores de rua aumentou desde que a base da PM saiu. 

“A questão é que as pessoas não podem ficar mais circulando aqui. Tornou-se perigoso de novo, da mesma forma que era antes da base da polícia vir. Fora aqueles que ficam atuando como ‘flanelinhas’, tentando arrancar dinheiro das pessoas que param de carro”, reclama.

Outro fato relatado por quem passa por aquele trecho são os roubos de fios, que prejudicam o funcionamento dos semáforos. Segundo os moradores, foram dois só na semana passada.

“Eles arrancam os fios para que o semáforos parem de funcionar e assaltam os carros que estão parados”, diz o bombeiro reformado Luís Gustavo Guimarães, de 63 anos. 
Ele mora num prédio em frente à Ponte há 12 anos. Em sua visão, era muito melhor quando havia a base da PM. “É uma pena, um lugar tão bonito ficar assim. Espero que tenham consciência de que é necessário manter essa segurança”, diz.

A vendedora Rita Quaresma, de 38 anos, passa por aquele trecho quase todos os dias e diz que está com medo de fazer o caminho. “É difícil. Ficar sem essa base da PM aqui é liberar os assaltos. Ficou muito perigoso circular na Ponte agora”, afirma.

Questionada, a Polícia Militar disse que o policial que ficava na base agora está numa viatura da corporação e que a base não foi desativada porque serve apenas de apoio aos policiais. A PM falou que fez um planejamento e as viaturas fazem policiamento no local.

Em nota, a Prefeitura de São Vicente disse que a Guarda Civil Municipal (GCM) faz trabalho semelhante ao da PM, realizando um revezamento na base com os policiais militares.

Quanto aos semáforos, a Prefeitura confirmou que houve casos de furtos na fiação, mas não detalhou quando eles aconteceram. Entretanto, disse que realizou o reparo “na manhã desta segunda-feira (ontem)”. Reforçou, em nota, que eles funcionam normalmente e pediu que a população denuncie nos telefones 190 (PM) e 153 (GCM). 

 

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