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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

Após conclusão de reforma emergencial, São Vicente tenta liberar parcialmente Ponte dos Barreiros

Aval do judiciário poderá fazer que uma das faixas seja utilizada no Sistema Siga e Pare; acesso está interditado desde o novembro passado

A prefeitura de São Vicente afirma ter dado início ao pedido de análise estrutural da Ponte dos Barreiros – principal acesso entre as regiões insular e continental da cidade –, que teve a fase inicial de recuperação emergencial concluída no sábado (6). Laudos comprovando que o equipamento não apresenta mais o risco de colapso serão encaminhados à Justiça. Caberá ao judiciário decidir se uma das faixas poderá ser liberada parcialmente para o tráfego de veículos.

A expectativa da administração vicentina é que uma das vias tenha o fluxo permitido – a do lado direito, no sentido ilha ao continente. Com isso, adotar o Sistema Siga e Pare, modelo no qual uma das faixas é liberada para utilizar o acesso, enquanto a mão contrária aguarda por sua vez. O formato ficou em operação nos meses finais de 2019, antes de o acesso ser completamente fechado pela Justiça, em 30 de novembro. 

Essa possibilidade consta no acordo costurado com o judiciário que poderia antecipar o uso do acesso. Caso os documentos consigam comprovar a recuperação de duas travessas e 52 vigas transversais do equipamento, alvos da reforma emergencial, a prefeitura avalia ser possível a retomada do trânsito de veículos leves e ônibus. 

Em paralelo ao pedido judicial, teve iniciou a elaboração do projeto executivo que prevê a segunda fase de recuperação da ponte. Sem citar prazos, a administração vicentina fala que ao final desta etapa, dará andamento ao edital para a definição da empresa que ficará responsável pela execução da etapa complementar de recuperação do trecho rodoviário da ponte.

Reforma 

A primeira fase para recuperação da Ponte dos Barreiros foi encerrada no sábado (6), dias antes do prazo previsto no cronograma de obras – que era previsto para o final deste mês. A finalização foi com a entrega de duas travessas (vigas transversais ou secundárias), que também passaram por restauro. 

A primeira fase de obras foi iniciada em abril para a recuperação de 52 estacas que apresentavam maior desgaste, uma longarina (vigas longitudinais ou principais) de um dos tabuleiros e três travessas. Para a obra, a Terracom – empresa vencedora da licitação emergencial – utilizou 76 profissionais, incluindo equipe operacional, mergulhadores, setor administrativo, área técnica e condutores de embarcações.

As intervenções no acesso estão divididas em duas fases, sendo a primeira em caráter emergencial no valor de R$ 5.767.831,91. A segunda fase, no valor de R$ 51.064.668,68, contempla a recuperação das demais estacas e reforma da mesa.

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