Última a ter verba, São Vicente prevê cinco meses de obras após chuvas de março

Cidade realiza ações em sete pontos atingidos pelo temporal do final de verão, que deixou 45 mortos na Baixada Santista

Na contagem regressiva para o período de maior incidência de chuvas, São Vicente corre o risco de finalizar as obras emergenciais nas encostas após o verão. Última cidade da região a firmar convênio para intervenções nos pontos mais afetados pelo aguaceiro de março passado, a administração vicentina prevê cinco meses de trabalhos para a correção dessas áreas. 

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Assim como Santos e Guarujá, São Vicente também foi afetada pela chuva de março deste ano, que deixou 45 mortos nas cidades da Baixada Santista. De acordo com o Paço vicentino, sete pontos atingidos pela enxurrada estão recebendo obras simultaneamente. 

Uma delas, no Parque Ambiental Sambaiatuba, está sendo realizado o desassoreamento do Rio dos Bugres. O assoreamento se deu devido a um deslizamento de terra do talude. 

Há ainda intervenções no Parque Prainha – Avenida Saturnino de Brito –, localidade que foi registrada a morte de duas pessoas por quedas de barreiras. Outros quaro trechos do Morro dos Barbosas (em frente à Ponte Pênsil, outra em frente à Casa das Bananadas, Rua dos Gatos e Chácara do Mosteiro) e no Morro do Voturuá (dentro Parque Ecológico Engenheiro Tércio Garcia) recebem mutirão de obras. 

Conforme o atual cronograma, está sendo realizada a limpeza e a sondagem do solo nos seis pontos de contenção e também os trabalhos no Sambaiatuba. “Na sequência, haverá jateamento de proteção para evitar novas infiltrações de água no solo, introdução dos grampos (solo grampeado) e injeção de argamassa para contenção”, cita o poder público, por meio de nota. 

No Parque Prainha, também está sendo desmontado um imóvel residencial com risco de queda. As obras são executadas por meio da liberação do convênio assinado pelo Governo Federal no valor de R$ 7.549.379,02 de reconstrução e R$ 3.156.795,51 de restabelecimento. “O prazo total de execução das intervenções é de cinco meses. Os projetos foram elaborados por técnicos da Prefeitura de São Vicente”, continua o comunicado. 

Antes da liberação do montante, a administração vicentina afirma que foram realizadas outras medidas emergências, como isolamento de área. Destaca ainda que, para dar mais estabilidade ao terreno, serão feitas perfuração, inserção de chumbadores (barras com aproximadamente 20 milímetros de diâmetro, com comprimento que pode variar entre 10 e 12 metros) e a injeção de nata de cimento. Na sequência, será colocada uma tela sobre os chumbadores e aplicado concreto projetado.

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