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Quinta-feira

23 de Maio de 2019

Transporte público seletivo entra em greve parcial em Santos

Paralisação de 30% da frota tem início nesta segunda-feira

Os 28 micro-ônibus do transporte seletivo de Santos entram em greve parcial a partir desta segunda-feira (13). A paralisação tem início às 6 horas e atingirá 30% da frota. A greve foi confirmada em assembleia, no final da tarde do último sábado (11), no
Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários. Ela já havia sido aprovada em outra assembleia, no dia 6 deste mês.

A garagem onde haverá concentração dos trabalhadores fica na Rua João Éboli, 43, Vila Nova. Os veículos irão circular das 6h às 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários, deixará de circular metade dos veículos, conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP). A categoria realiza a paralisação por causa do atrasos de duas cestas-básicas, um tíquete-refeição e salários de férias de maio.

De acordo com o sindicato, os trabalhadores reclamam do vale-refeição atrasado desde 25 de abril. E da cesta-básica, desde o quinto dia útil daquele mês. O pagamento da cesta básica era previsto para a última terça-feira (7), o que não aconteceu. Os salários, por outro lado, foram pagos entre terça e sexta-feira (10). Os motoristas têm salários de R$ 2.092,00, vale-refeição de R$ 550,00 e cesta-básica de R$ 112,00.

Segundo a categoria, a empresa Guaiúba, responsável pelo serviço, deve duas cestas, um tíquete-refeição, pagamento antecipado das férias de maio, depósitos do fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) e do plano de saúde.

O vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões, o Betinho, revelou, na assembleia de sábado, que a empresa comprometeu-se a pagar tudo até 30 de maio. Mesmo assim, baseada na decisão da assembleia do último dia 6, a Guaiuba requereu liminar à Justiça do Trabalho para evitar a greve. E foi atendida parcialmente.

Em despacho na sexta-feira, o desembargador Carlos Roberto Husek, do TRT, determinou o percentual de veículos que devem circular, apesar de ter reconhecido a legalidade da greve. A decisão judicial determina que se o sindicato ou a empresa desrespeitarem o percentual, haverá multa de R$ 10 mil por dia. Durante a semana, houve várias conversas entre o sindicato e a empresa.