Nos banheiros e corredores de bares, restaurantes e casas noturnas, cartaz informa o gesto de pedir ajuda em Santos (Vanessa Rodrigues/ AT) Nunca é demais lembrar: mão levantada com a palma voltada para fora, polegar dobrado e, na sequência, preso pelos demais dedos. Esse gesto pode salvar vidas. O sinal integra o protocolo Não Se Cale, desenvolvido pelo Governo do Estado, como apoio a mulheres que estejam sendo ameaçadas em bares, restaurantes, casas noturnas e eventos. Um dos símbolos desse programa é a placa informativa, afixada no banheiro feminino. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Adotado em Santos, no litoral de São Paulo, desde 2023, somente no ano passado, cerca de 50 estabelecimentos aderiram. Este ano, até aqui, já são 13. Na cidade da Baixada Santista, o Procon realiza ações preventivas nos estabelecimentos. “Durante as visitas, orientamos sobre a importância de manter materiais informativos visíveis, capacitar equipes para identificar situações de risco e garantir acolhimento seguro às mulheres. Mais do que a placa, o fundamental é que os funcionários saibam agir corretamente em situações reais”, destacou o presidente do órgão municipal, Sidney Vida. Preparados Há quatro anos funcionando no Estuário, o Meu Lugar Bar já tem protocolo próprio sobre violência contra as mulheres, mesmo antes da chegada do Não se Cale. A chave era o pedido ao garçom, pelas mulheres ameaçadas, de um drinque fictício. A placa com o nome do drinque fica afixada nas portas das cabines dos banheiros femininos. “Com a chegada do Não se Cale, conseguimos ampliar esse trabalho. Hoje, toda a equipe está treinada no protocolo oficial”, disse o proprietário da casa, Gabriel Costa, em entrevista à Prefeitura de Santos. “Felizmente, nunca precisamos utilizá-lo, mas estamos preparados. É uma iniciativa muito importante, principalmente porque, infelizmente, a violência contra a mulher ainda é uma realidade”, completou. Para se habilitar O estabelecimento deve capacitar os funcionários, seja por um curso on-line, gratuito, com 15 horas de duração – a inscrição deve ser feita em www.forms.univesp.br – ou acionando a Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher) e o Procon Santos. A partir desse contato, as equipes realizam a orientação sobre os protocolos, os procedimentos de acolhimento e a identificação de situações de risco a funcionários e responsáveis. Como ajudar Ao reconhecer o gesto pedindo ajuda, mantenha a calma e aja com cautela para proteger a vítima, acionando um dos canais a seguir: Central de Atendimento à Mulher: 180 Disque Denúncia: 181 Polícia Militar: 190 Delegacia de Defesa da Mulher de Santos: 3223-9670