EDIÇÃO DIGITAL

Terça-feira

11 de Dezembro de 2018

Prefeitura de Santos desiste de levar vendedores da Rua do Peixe para o Mercado Municipal

Solução definitiva, porém, só será conhecida em janeiro; alegação dos comerciantes é possível queda nas vendas

A Prefeitura de Santos desistiu de levar os comerciantes da Rua do Peixe, na Ponta da Praia, para o Mercado Municipal. A solução, porém, só será conhecida em janeiro. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) anunciou, ainda, novas ações de zeladoria e mudança das comportas dos canais.

“Vamos buscar outra solução. Lá (no Mercado Municipal) era uma solução temporária, mas houve essa recusa (dos comerciantes), houve o entendimento do Poder Judiciário e, obviamente, a Prefeitura está disposta ao diálogo”, disse.

Em outubro, os 24 permissionários da Rua do Peixe travaram uma briga com a Prefeitura, que deu como prazo o dia 20 daquele mês para saírem de lá, com base em decisão judicial. A via chegou a ser fechada para o tráfego no dia 15. 

O Mercado foi posto à disposição dos comerciantes, que se recusaram a ir, alegando possível queda nas vendas. No fim, Ministério Público e Poder Judiciário chegaram a um acordo e prorrogaram a permanência por 90 dias.

“A gente está pensando numa solução mais ampla para a Ponta da Praia. Eu criei um grupo de trabalho, há alguns meses, para discutir o desenvolvimento do bairro, e passa pela solução desse conflito. Nós devemos ter, logo no início do ano, novidades em relação à Ponta da Praia como um todo e, dentro desse contexto, uma solução para a Rua do Peixe”, completou o prefeito.

Segundo ele, um caminho para o futuro é o Terminal Pesqueiro Público de Santos (TPPS), naquela região.

“Estamos discutindo, também, a ocupação daquela área do TPPS. É uma área estratégica sem utilização adequada. A gente está dialogando com todos os segmentos para que a gente possa encontrar uma boa solução.”

Zeladoria

O prefeito anunciou, ainda, uma solução para o mato alto na Cidade, problema apontado por moradores. Dois novos métodos para manutenção dos jardins começarão a ser utilizados na próxima semana.

A Prefeitura comprou uma máquina que emite descargas elétricas e um tipo diferente de produto químico. Além de cortar o mato, a promessa é que o crescimento seja inibido.

Segundo Paulo Alexandre Barbosa, as equipes cuidam da zeladoria estão tendo mais trabalho desde que o Poder Público ficou proibido de usar um produto químico conhecido como mata mato. Trabalhos de capinação que eram feitos a cada três ou quatro meses passaram a ocorrer todo mês.

O novo produto é ecologicamente adequado. “É um novo produto feito à base de óleo e limão. Já testamos na Cidade nestes últimos 90 dias e constatamos que ele produz efeitos positivos. Conseguimos viabilizar a liberação para que ele seja aplicado a partir de segunda-feira”, declarou o prefeito.

Além disso, a Prefeitura adquiriu uma nova máquina para fazer o trabalho. Há a possibilidade de que novos equipamentos nesse molde sejam comprados. “Pela carga elétrica que é desprendida no mato, além de tirá-lo da área, acaba inibindo o crescimento. A gente vai isolar as vias, e essa máquina dispensa uma descarga elétrica. É uma nova tecnologia.”