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Sexta-feira

23 de Agosto de 2019

Juíza dá mais prazo para Correios desativarem o centro operacional na Zona Noroeste

O prazo terminou na quinta-feira (4), mas autoridade concedeu mais dez dias. Local tem problemas estruturais graves e emprega cerca de 130 pessoas

A Justiça estendeu o prazo e concedeu mais dez dias para os Correios desativarem o centro de transporte operacional e distribuição de encomendas na Zona Noroeste, em Santos, que tem problemas estruturais graves. Cerca de 130 pessoas trabalham no local.

Inicialmente, a juíza Graziela Conforti Tarpani, da 7ª Vara do Trabalho de Santos, concedeu liminar (decisão antecipada e de efeito imediato) fixando cinco dias para que o imóvel, na Avenida Jovino de Mello, 105, no Santa Maria, fosse desativado. O prazo terminou na quinta-feira (4).

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou na Justiça pedindo a interdição do local por causa de problemas no prédio. Entre as irregularidades, constatadas em três fiscalizações em diferentes datas, estão rachaduras e mofo nas paredes, forro do teto danificado, piso com buracos, vidraças quebradas e extintores e mangueiras de combate a incêndio com prazo de validade vencido.

Um laudo de perito judicial concluiu que a estrutura daquele local “possui patologias graves e, como causa, poderá vir a entrar em colapso em curto prazo de tempo”.

Mais prazo

A unidade na Zona Noroeste é a mais importante da Baixada Santista, pois nela se concentram todas as encomendas destinadas a moradores da região. De lá, saem para os centros de distribuição domiciliar para entrega aos consumidores.

Em nova decisão, na sexta-feira (5), a juíza analisou recurso dos Correios e negou a revogação da liminar, mas deu mais dez dias para a interdição do imóvel, num novo prazo que fixou como improrrogável.

Graziela anotou, ainda, que devem ser prezados os empregos e os salários dos funcionários que, em decorrência da decisão, sejam transferidos para outras unidades de Santos.

Resposta  

Em nota, os Correios informaram que advogados da estatal estiveram com a juíza e solicitaram a dilatação do prazo “para que os reparos possam ser feitos na unidade”. A empresa voltou a destacar “que não haverá impacto no serviço prestado<QA0>
aos clientes e no ambiente de trabalho dos empregados”.