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Quarta-feira

26 de Junho de 2019

Greve geral tem manifestação e passeata previstas para a noite em Santos

Protestos têm concentração marcada para a partir das 17h desta sexta-feira, na Estação da Cidadania

Protestos referentes à greve geral também serão realizados no início da noite desta sexta-feira (14). Trabalhadores de diversas categorias, estudantes e manifestantes irão se reunir na Estação da Cidadania, em Santos, e sair em passeata pela Avenida Ana Costa, contra as medidas tomadas pelo atual do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

A concentração foi marcada para acontecer em frente ao nº 340 da Ana Costa, no bairro Campo Grande, a partir das 17h. Após o encontro, o grupo seguirá em passeata pela avenida no período da noite. A expectativa é que cerca de 1.000 manifestantes participem do ato com faixas e cartazes.

Entre as principais pautas que motivaram a realização das manifestações, está a reforma da Previdência, o contingenciamento de verbas para universidades e institutos federais, além de mudanças na aposentadoria, índices de desemprego e notícias envolvendo o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

No período da manhã, manifestantes interditaram a entrada de Santos e realizaram uma passeata até a Praça dos Andradas, com faixas e cartazes. O trânsito ficou lento devido ao protesto. No bairro Alemoa, integrantes do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro - LP) bloquearam a entrada da Transpetro.

Entenda as reivindicações

As principais motivações da greve geral deste 14 de junho são a reforma da Previdência e o contingenciamento de verbas no Ensino Superior.

O primeiro tópico pode vir a acarretar o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, entre outras mudanças. Além disso, as alterações podem aumentar o tempo mínimo de contribuição e extinguir o benefício baseado nos 80% dos salários mais altos.

O contingenciamento de verbas da educação se refere à suspensão de gastos anunciada no fim de abril pelo Ministério da Educação (MEC). O corte atinge gastos não obrigatórios, como água, luz, serviços e obras, e atingiriam 63 universidades e 38 institutos federais espalhados pelo país.