Moradora do Santa Maria, em Santos, a estudante Naomi Bárbara Marques Araújo de Lima, de 27 anos, luta pelo tratamento de saúde da filha Heloíse, de 1 ano. A família deu início a uma campanha on-line para arrecadar R\$ 19 mil, valor necessário para a compra de uma órtese craniana, conhecida popularmente como capacetinho e considerada fundamental para o tratamento da bebê. Até a tarde de ontem, a vaquinha virtual já havia obtido R\$ 13 mil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Heloíse tem achatamento do crânio (braquicefalia severa e plagiocefalia moderada), atraso no desenvolvimento motor e torcicolo congênito. “Descobrimos o torcicolo congênito aos 5 meses. Aos 10 meses, o achatamento do crânio, atraso no desenvolvimento motor e da fala. Foi um momento de preocupação, medo e aperto no coração. Nenhuma mãe está preparada para ouvir que algo não está certo com o filho. Mas, junto com o choque, nasceu a força de mãe, que não desiste, busca tratamento e luta até o fim. Mesmo com medo, o amor falou mais alto”, diz Naomi. Segundo a mãe, a investigação sobre tratamentos para a condição da filha começou aos 10 meses. “Foi solicitada até uma ressonância do encéfalo com sedação pelo neurologista. Esta semana, a fisioterapeuta informou que o SUS não fornece a órtese. Algumas pessoas dizem que sim, mas pesquisei e vi que isso só ocorre após ação judicial. Outras mães na mesma situação também fizeram a órtese em clínicas particulares”, explica. Acompanhamento e solução Heloíse faz acompanhamento na rede municipal de saúde em Santos, com atendimento de pediatra, neurologista, fisioterapeuta craniana, fisioterapeuta motora e terapeuta ocupacional. A órtese craniana, segundo Naomi, “é um capacete feito sob medida para corrigir o achatamento da cabeça. Ela guia o crescimento natural do crânio, permitindo que ele se desenvolva no formato certo, de forma harmoniosa”. O tratamento proporciona melhoria na simetria facial, crescimento saudável e mais conforto ao longo da vida, sem prejudicar o desenvolvimento motor ou psicológico da criança. A mãe disse que Heloíse conta com apenas mais seis meses para corrigir o achatamento, que já está em nível avançado. “Como mãe, faço de tudo para que ela se sinta acolhida, feliz e confiante, mesmo diante das dificuldades. Acompanho cada evolução com esperança e gratidão, acreditando que tudo isso é temporário e que logo ela estará ainda mais forte e saudável”. Como ajudar Interessados em ajudar podem acessar o site e fazer doações de qualquer valor.