EDIÇÃO DIGITAL

Domingo

22 de Setembro de 2019

Estudantes e trabalhadores protestam em apoio à greve geral em Santos

Manifestantes se concentram na Estação da Cidadania, no cruzamento das avenidas Ana Costa e Francisco Glicério

Novos protestos referentes à greve geral foram realizados na noite desta sexta-feira (14). Trabalhadores de diversas categorias, estudantes de várias universidades e manifestantes se reuniram na Estação da Cidadania, em Santos. O ato foi contra as medidas tomadas pelo atual governo de Jair Bolsonaro (PSL). A expectativa de organizadores foi de que 1.000 pessoas participaram da manifestação.

A concentração foi realizada em frente ao nº 340 da Avenida Ana Costa, no bairro Campo Grande, desde as 17h. Os manifestantes fizeram uma passeata em direção à Praça Independência, no Gonzaga, e lá encerraram o ato.

Entre as principais pautas que motivaram a realização das manifestações, está a reforma da Previdência, o contingenciamento de verbas para universidades e institutos federais, além de mudanças na aposentadoria, índices de desemprego e notícias envolvendo o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

No período da manhã, manifestantes interditaram a entrada de Santos e realizaram uma passeata até a Praça dos Andradas, com faixas e cartazes. O trânsito ficou lento devido ao protesto. No bairro Alemoa, integrantes do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro - LP) bloquearam a entrada da Transpetro.

Entenda as reivindicações

As principais motivações da greve geral deste 14 de junho são a reforma da Previdência e o contingenciamento de verbas no Ensino Superior.

O primeiro tópico pode vir a acarretar o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, entre outras mudanças. Além disso, as alterações podem aumentar o tempo mínimo de contribuição e extinguir o benefício baseado nos 80% dos salários mais altos.

O contingenciamento de verbas da educação se refere à suspensão de gastos anunciada no fim de abril pelo Ministério da Educação (MEC). O corte atinge gastos não obrigatórios, como água, luz, serviços e obras, e atingiriam 63 universidades e 38 institutos federais espalhados pelo país.