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Sexta-feira

23 de Agosto de 2019

CET proíbe estacionar na Rua Goiás, em Santos

Estacionar do lado direito da via, entre as ruas Tocantins e Assis Corrêa, é proibido desde quinta-feira

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos proibiu o estacionamento de veículos em parte da Rua Goiás, no bairro Gonzaga. O trecho fica próximo a uma escola e visa melhorar a fluidez do tráfego. Pais e perueiros, entretanto, reclamam que falta fiscalização e, principalmente, educação.

Estacionar do lado direito da Rua Goiás, entre as ruas Tocantins e Assis Corrêa, é proibido, desde quinta-feira (11). A regra vale de segunda a sexta-feira, entre 12h e 20h. O trecho fica no segundo quarteirão, a partir da Avenida Washington Luiz e pouco depois da Unidade Municipal de Ensino João Papa Sobrinho.

A medida foi tomada para melhorar a fluidez do trânsito, já que comerciantes, pais e motoristas de peruas escolares têm relatado problemas nos horários de entrada e saída da escola: às 7h e às 16h30.

Cenário

O trânsito fica complicado na Rua Goiás no começo da manhã e no fim da tarde, horário em que as crianças entram e saem do colégio, que funciona em período integral.

Motoristas de 11 peruas, que atendem a escola, disputam espaço para parar os veículos com os pais de alunos, que vão levar e buscar as crianças, e os veículos que passam pela rua.

Pegando as crianças pela mão, os permissionários do transporte escolar se espremem entre o tráfego da via e seus veículos para fazer os alunos entrarem em segurança nas peruas. Esses veículos precisam parar na rua, já que o recuo que existe em frente ao prédio do colégio é pequeno.

Vez ou outra, quando algum carro tenta parar ou sair de onde estava, um motorista menos paciente mete a mão na buzina.

Opiniões

Motorista de uma perua escolar que serve a João Papa Sobrinho, Assunção Andrade diz que a situação melhoraria bastante se os motoristas respeitassem a proibição de estacionar. “Às vezes, não é nem pai. São pessoas que vêm no bairro e deixam o carro estacionado onde não pode”, afirma.

“É mais cortesia, porque a CET colabora. Muitos pais param na vaga da perua, mas eu não mando tirar, porque eles também vão pegar as crianças. Eu acho que é muito difícil pensar em algo para melhorar”, completa Sílvia Nascimento, que também trabalha com perua escolar.

Já o motorista Cristiano Eleutério, pai de um estudante de 8 anos da João Papa Sobrinho, diz que para “onde dá” e conta com a colaboração da mulher, que sempre vai junto. “Eu venho com a minha mulher, ela desce e vai pegar. Agora, quem vem sozinho, é complicado”.