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Domingo

24 de Março de 2019

Santos fica na 38ª colocação no ranking do PIB brasileiro

No mesmo levantamento do IBGE, Cubatão está em 48º, mas detém a liderança no quesito per capita; Osasco é o destaque nacional

Santos atingiu a 38ª posição no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) das cidades de todo o País, enquanto Cubatão apareceu em 48º. O levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), revelou ainda o desenvolvimento de Osasco, que superou a maioria das capitais e se tornou a sexta cidade mais rica do Brasil. 

De acordo com o IBGE, Santos teve um PIB de R$ 21,9 bilhões, frente aos R$ 17,6 bilhões de Cubatão. Porém, quando é avaliado o PIB per capita (riqueza dividida pelo total de habitantes), Cubatão conquista o melhor resultado da região, com R$ 138,1 mil. Santos tem R$ 50,5 mil.  O PIB é a riqueza gerada em um período, incluindo salários e impostos. 

Conforme o IBGE, a concentração econômica nos municípios caiu um pouco na passagem de 2002 para 2016.
Em 2016, apenas seis cidades concentravam um quarto do PIB nacional: São Paulo (SP), com 11,0%, Rio de Janeiro (RJ), com 5,3%, Brasília (DF), com 3,8%, Belo Horizonte (MG), com 1,4%, Curitiba (PR), com 1,3% e Osasco (SP), com 1,2%.
Osasco chama atenção porque foi a que mais ganhou participação – em 2002 aparecia com 0,8%. Além de seu potencial econômico, segundo analistas a cidade vem recebendo investimentos imobiliários que iriam para a Capital devido a limitações no Plano Diretor paulistano. 

Apesar da elevada concentração das líderes, o quadro é melhor do que o de 2002. Naquele ano, apenas quatro municípios concentravam quase um quarto da atividade econômica nacional. 

Outros exemplos de descon-centração econômica foram o crescimento da participação na economia de duas regiões: o Semiárido no Nordeste e a Amazônia Legal. 

A primeira região, formada por 1.262 municípios do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e Minas Gerais, passou de uma fatia de 4,5% do PIB, em 2002, para 5,1%, em 2016. 

Já a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e parte do Maranhão) passou de 6,9% do PIB em 2002 para 8,6% do PIB em 2016.