[[legacy_image_244722]] A Sabesp realizou, no ano passado, 15 mil serviços para desentupir sistemas de esgoto nas nove cidades da Baixada Santista. Em média, 41 trabalhos realizados por dia. No verão, segundo a companhia, as chuvas típicas da estação aumentam os casos de entupimento nas redes coletoras, e ações simples, como o descarte correto do lixo, são fundamentais para minimizar o problema. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a companhia, para evitar transtornos, ralos e calhas dos imóveis devem enviar a água de chuva para a galeria pluvial. Caso estejam conectados à rede de esgoto, podem fazer com que os rejeitos voltem para dentro de casa. Por isso, é necessário que os imóveis tenham duas saídas separadas. A saída de esgoto recolhe os resíduos de vaso sanitário, chuveiro, pias e tanque. É uma tubulação de menor porte, já que esse volume não costuma sofrer grandes variações. A saída pluvial, maior, reúne a chuva e a água de lavagem que escoa por ralos e calhas. No Estado, o Decreto 5.916, de 1975, estipula a regra. Quando isso não acontece, e o volume da água da chuva é muito intenso, os coletores de esgoto não conseguem dar vazão e provocam extravasamentos nas ruas ou dentro de casa. E por isso, da mesma forma, as tampas dos poços de inspeção nas vias públicas para acesso ao sistema de esgoto não devem ser abertas para escoar a chuva . Sanitários Segundo a Sabesp, o mau uso das instalações sanitárias também é um dos principais problemas que prejudicam o fluxo das redes, causando danos à população e ao meio ambiente. A recomendação é nunca jogar no vaso sanitário ou no ralo da pia preservativos, absorventes, cabelo, papel, restos de comida, bitucas de cigarro, fio dental, pedaços de pano ou óleo de fritura. Estes materiais — encontrados por técnicos durante trabalhos rotineiros de manutenção feitos pela companhia — devem ter o lixo como destino. Em locais onde não há rede coletora de esgoto, o conteúdo de fossas sépticas e caixas de gordura e o esgoto não doméstico poderão, mediante autorização da Sabesp, ser encaminhados, via caminhão, aos postos de recebimento de efluentes. Em casos de entupimentos na rede de esgoto, a Sabesp realiza a desobstrução e a desinfecção dos locais afetados. O serviço pode ser acionado pelos canais oficiais de atendimento, nos telefones 195, 0800-055 0195 ou 0800-0160195 (para pessoas com deficiência auditiva ou de fala), pela agência virtual (www.sabesp.com.br) ou, ainda, por meio do WhatsApp (11) 3388-8000. Como agir Em locais onde não há rede coletora de esgoto, o conteúdo de fossas sépticas e caixas de gordura e o esgoto não doméstico poderão, mediante autorização da Sabesp, ser encaminhados, via caminhão, aos postos de recebimento de efluentes. Em casos de entupimentos na rede de esgoto, a Sabesp realiza a desobstrução e a desinfecção dos locais afetados. O serviço pode ser acionado pelos canais oficiais de atendimento. Redes Segundo a Sabesp, de janeiro a dezembro do ano passado, passaram por lavagem preventiva na Baixada Santista 148,6 km de redes de esgoto e houve 2.550 serviços executados para limpeza e desassoreamento das 320 estações elevatórias existentes na região (para bombeamento) e seus cestos. Estes funcionam como peneiras para reter lixo. Sujos, se travaria o funcionamento e se danificaria este equipamento. Na região, há mais de 3,8 mil km de tubulações que compõem o sistema de esgotamento sanitário. De janeiro a setembro de 2022, foram implantados 26,7 km de novas redes coletoras, coletores e emissários. “Também foram feitos mais de 3,5 mil testes com uso de corante como método para comprovar se estão corretas as instalações sanitárias internas dos imóveis, evitando que o descarte irregular contamine rios, córregos e praias”, explica a superintendente da Sabesp, Olívia Mendonça, sobre o trabalho executado na região.