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Segunda-feira

20 de Maio de 2019

Obras de novos quiosques de Praia Grande não têm data de início

No entanto, prefeitura afirma que tem como meta dos novos equipamentos começarem a funcionar a partir da próxima temporada

Apesar de já ter definida a empresa vencedora da concorrência para construção dos novos quiosques na orla, a Prefeitura de Praia Grande ainda não tem data para iniciar as obras. Conforme a Administração, a ganhadora solicitou a revisão de pontos do contrato e, só após essa análise, começarão a ser erguidos.

A vencedora é a Quiosques e Feiras Brasil Administração de Ativos Ltda./Hope Serviços de Conservação e Reforma Predial Ltda. Foi a segunda colocada e assumiu após a desistência da primeira.

Mesmo assim, o Município mantém a meta de ter os equipamentos funcionando na próxima temporada de verão. Enquanto isso, moradores e turistas passaram um Carnaval sem uma das marcas da orla na Cidade, pois as estruturas de todos os quiosques antigos já foram demolidas. Há quem não tenha sentido muita diferença e há quem reclame.

O casal de Sorocaba Cláudio e Marina Novaes, ambos representantes comerciais, apoia fazer novos quiosques na orla. “Muitos estavam abandonados e em péssimas condições. Tinham mesmo que fazer isso”, analisa Cláudio.

Apesar de concordar com a remodelação, o diretor educacional Marcel Porto pontua que a obra não deveria ser feita toda de uma vez. Silvia Porto, coordenadora educacional, complementa, dizendo que faltou logística. “Comida e bebida, ok, a gente traz, mas e os banheiros? Até acredito que vai ser bom, mas vai demorar e, enquanto isso, a gente sofre”, afirma ela, que é do ABC paulista.

A vendedora Salete Gonzalez, da Capital e que tem casa em Praia Grande, compartilha da opinião. “Olha em volta, não tem banheiro”, afirma ela, que estava ontem com a família na Praia do Canto do Forte. “A gente tem casa aqui bem perto. Então, até dá para ir rapinho lá. Mas para quem não tem, faz como?”

A Prefeitura explica que instalou 75 banheiros químicos em 25 pontos da orla e que o projeto dos novos quiosques prevê banheiros públicos.

Mas tem gente alheia a esses problemas e comemorando a temporada com a estrutura atual. “Para mim, está ótimo. Sem os quiosques, estão comprando mais”, declara o ambulante Severino Luiz que há 35 anos vende coco na praia.

Histórico

A Administração argumenta que, na década de 1990, um projeto urbanístico permitiu que os proprietários das barracas pudessem, por meio de concessão, exercer as atividades em quiosques padronizados, por tempo aproximado de 20 anos, mas sem permissão para transferi-los. Muitos permissionários, no entanto, passaram os espaços para terceiros, e outros deixaram de trabalhar.

Em 2008, o Ministério Público Estadual ingressou com uma ação civil pública que resultou na determinação de uma nova concorrência para o uso dos espaços.

A medida causou revolta nos permissionários da época. Porém, após uma primeira ação, na qual elementos foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Administração Municipal acatou as determinações do órgão, promovendo ajustes e realizando uma licitação.