Manicure perde movimentos do braço, acumula dívida e teme corte de água em Praia Grande

Desemprego devido à pandemia e acidente fizeram Selma dos Santos, de 63 anos, acumular contas e entrar em desespero

A rotina da manicure autônoma Selma dos Santos, de 63 anos, moradora no bairro Vila Caiçara, em Praia Grande, mudou completamente após um acidente. Em julho, ao descer do ônibus, ela acabou caindo no asfalto e ficando com o braço preso em um buraco, sofrendo duas fraturas cotovelo. Desde então, ela não consegue movimentar o braço direito, o que a tem impedido de trabalhar. Com dívida acumulando, ela teme não ter água sequer para beber, já que recebeu aviso de corte no serviço.

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Por conta da fratura, Selma terá que fazer fisioterapia pelo período de um ano, para recuperar a movimentação do braço direito. Ela trabalhava como manicure em um salão de Santos, que fechou as portas em fevereiro devido a pandemia de Covid-19. 

De lá pra cá, Selma se vira como pode para quitar aluguel, contas de água e luz, sendo que essas últimas estão atrasadas. O filho, de 38 anos, também perdeu o emprego durante a pandemia. Ela conta que não conseguiu pagar as últimas seis contas de água, o que resultou em um aviso prévio de corte por parte da Sabesp. 

“Estou realmente passando uma situação bem complicada. A manicure é a única profissão que tenho. Sou destra, não tenho força na mão esquerda. Não tenho previsão de quando poderei voltar a trabalhar, porque terei que fazer fisioterapia por um ano para recuperar os movimentos do braço”, lamenta Selma, que usava a quantia do auxílio emergencial para quitar o aluguel. 

O acidente aconteceu quando Selma ia visitar a mãe em Itapecerica da Serra, no interior de São Paulo, local onde ela realiza parte do tratamento. Desde então, ela recebe ajudas com cestas básicas, mas teme que tenha o serviço de água cortado. 

Não é a primeira vez que Selma sofre com problemas no braço. Em julho de 2018, ela, que não é beneficiária do INSS, realizou uma cirurgia no ombro direito, em decorrência de uma tendinite, por excesso de trabalho. 

Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo número (13) 99148-9740.

Em nota, a Sabesp disse que "entrará em contato com a moradora para negociar o pagamento e não será feito corte no funcionamento de água do imóvel". A empresa ainda esclarece que "as faturas que não foram pagas podem ser parceladas junto à companhia".

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