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Quarta-feira

23 de Outubro de 2019

Laudo aponta que menina não morreu por reação a medicamento em Praia Grande

Pais alegavam que criança morreu devido a negligência médica na UPA do Quietude

A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande disse na última segunda-feira (17), em nota, que os exames feitos no corpo da menina Gabrielly, de 5 anos, que morreu após tomar uma medicação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Quietude, na última sexta-feira (14), não evidenciaram reação medicamentosa.

A preliminar do laudo que será concluído aponta que os testes foram negativos para anafilaxia, hepatite e pancreatite. Também não há evidência de dengue, “comprovando que o medicamento aplicado no Quietude não teve relação com o óbito”, diz a Sesap.

O teste apresentou sinais de inflamação aguda, comprometendo os órgãos do sistema gastrointestinal e bronco aspiração. A Sesap informa, ainda, que os resultados detalhados poderão ser obtidos diretamente com o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pelo laudo.

Menina passou mal após receber medicação e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias (Foto: Reprodução/Facebook)

O caso

Conforme A Tribuna publicou na última segunda-feira (17), a família acusa os médicos de negligência. O pai da menina, Jefferson Silvério de Lima, afirma que ela começou a ter febre na noite de quinta e foi levada pela mãe para a UPA. Os médicos teriam suspeitado de dengue, aplicado uma injeção e liberado a paciente.

Poucas horas depois, a menina voltou a passar mal. “Ela não quis comer, pediu só um copo de água. Em seguida, a minha filha paralisou, ficou desacordada, não ouvia a minha mulher. Foi um desespero”. A mãe de Gabrielly novamente levou a menina para a UPA Quietude. Na unidade, a menina foi prontamente atendida, mas teve duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

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