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Terça-feira

25 de Junho de 2019

Horário de retorno da excursão 'salva' casal de acidente com ônibus de Praia Grande

Homem, que é porteiro, desistiu de viajar para Campos do Jordão porque precisaria entrar às 5 horas no trabalho

O horário do retorno da excursão para Campos de Jordão, que terminou em um acidente com 10 mortos e 51 feridos na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiros (SP-23), salvou a vida de um casal de Praia Grande. Douglas Félix, de 33 anos, e a esposa, iriam viajar com o grupo que estava no ônibus de turismo - que capotou na estrada -, mas por precisar entrar às 5 horas no trabalho, o homem desistiu do passeio.

"A minha esposa queria muito ir, mas a previsão de chegada na Baixada Santista era muito tarde. Sou porteiro e entro no trabalho às 5h e, por isso, desisti. Ela ficou até brava por eu não querer ir, mas Deus sabe o que faz", relatou o rapaz, ao G1.

O capotamento aconteceu no trecho de serra, na altura do km 31,6 da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiros (Divulgação/Corpo de Bombeiros)

O capotamento aconteceu no trecho de serra, na altura do km 31,6, logo após o trevo de Santo Antônio do Pinhal. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 21h30 para socorrer as vítimas. A Rodovia chegou a ser totalmente interditada, mas foi liberada por volta das 6h desta segunda (10). Ao tombar, o ônibus atingiu cinco carros e uma moto. O acidente teve ainda 51 feridos. As vítimas fatais foram oito adultos e duas crianças.

Em entrevista para A Tribuna On-Line, Suellen Mayara Rodrigues Guerra, de 27 anos, uma das sobreviventes do acidente, disse que o motorista do veículo estava em alta velocidade e na contramão

Segundo relatado ao G1, o porteiro entrou em contato com a organização da excursão em 3 de junho. Na conversa, ele foi informado que o ônibus sairia de Praia Grande, do Terminal Tude Bastos. Uma publicação, em uma página no Facebook, citou que o veículo faria paradas para recolher passageiros em Santos, São Vicente e também em Cubatão.

"Foi de arrepiar! Acordei a minha esposa na hora. Eu não tenho medo de morrer, mas temos um bebê de um ano e meio que, se fossemos viajar, deixaríamos com a minha sogra. Não posso nem imaginar deixar o meu filho órfão", contou o porteiro, ao saber do ocorrido.