Câmara de Praia Grande aprova proibição de alimentos embutidos na merenda do ensino público

A propositura recebeu 13 votos favoráveis, com uma abstenção. Ela ainda passará por mais uma discussão, antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Alberto Mourão

A Câmara de Praia Grande aprovou nesta terça-feira (15), em primeira discussão, o projeto de lei 55/2020, de autoria vereador Alexandre Comin (Podemos), que proibe a oferta de alimentos embutidos na composição da merenda escolar servida aos alunos dos estabelecimentos públicos de ensino do município.

A propositura recebeu 13 votos favoráveis, com uma abstenção. Ela ainda passará por mais uma discussão, antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Alberto Mourão (PSDB).

Segundo o autor do texto, a proposição tem como objetivo assegurar aos alunos da rede pública municipal, bem como aos alunos da rede estadual, uma alimentação mais saudável, "tendo em vista que os alimentos processados na forma de embutidos, como salsichas, linguiças, mortadelas e afins, são notoriamente conhecidos como maléficos à saúde".

O parlamentar ressaltou que os embutidos são elaborados "com carnes de descarte, de baixa qualidade nutricional, riscos em colesterol, gordura animal, cloreto de sódio e vários agentes químicos conservantes, antioxidantes, aromatizantes, realçadores de sabor, espessantes, entre outros".

Comin ainda destacou que uma política semelhante foi adotada em locais como Distrito Federal, Paraíba e no município de São Paulo.

O projeto de lei foi elogiado pelo vereador Cadu Barbosa (PTB).  "O projeto é importante não só na questão da alimentação, porque a gente sabe que os embutidos são prejudicados na questão de vitamina e toda essa questão da nutrição. Os embutidos podem até, no primeiro momento, parecer saboroso, mas ele traz um dano para a saúde da criança, na saúde humana", disse o parlamentar.

Barbosa ainda lembrou que já houveram casos, no passado, de crianças que vieram a óbito após uma salsicha ficar entalada na garganta.

Leandro Avelino (PSDB) se absteve por, segundo ele, não ter condições para assegurar que alimentos como salsicha, linguiça e mortadela sejam abolidos do cardápio. 

"Eu cresci boa parte da minha infância comendo salsicha com macarrão, eu comi muito hot dog quando era criança. Ainda que pese essas periculosidades do uso da salsicha, porque realmente existem alguns casos de crianças que vieram a óbito por causa da salsicha que entalou na garganta, não mastigou direito e tal. A gente tem que considerar que toda essa alimentação passa por um crivo rigoroso do Ministério da Fazenda", disse Avelino.

 

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