Câmara de PG muda posicionamento e veta proibição de embutidos na merenda do ensino público

Na primeira discussão, propositura teve 13 votos favoráveis e uma abstenção. No entanto, na segunda votação, nove vereadores foram contrários

A Câmara de Praia Grande reprovou, nesta terça-feira (22), em segunda discussão, o projeto de lei 55/2020, de autoria vereador Alexandre Comin (Podemos), que proibe a oferta de alimentos embutidos na composição da merenda escolar servida aos alunos dos estabelecimentos públicos de ensino do município.

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Apesar da propositura ter recebido 13 votos favoráveis, com apenas uma abstenção na primeira votação, o PL acabou sendo rejeitado com 9 votos contrários e sete favoráveis.

Segundo o autor do texto, a proposição tinha como objetivo assegurar aos alunos da rede pública municipal, bem como aos alunos da rede estadual, uma alimentação mais saudável, "tendo em vista que os alimentos processados na forma de embutidos, como salsichas, linguiças, mortadelas e afins, são notoriamente conhecidos como maléficos à saúde".

O parlamentar ressaltou que os embutidos são elaborados "com carnes de descarte, de baixa qualidade nutricional, riscos em colesterol, gordura animal, cloreto de sódio e vários agentes químicos conservantes, antioxidantes, aromatizantes, realçadores de sabor, espessantes, entre outros".

Comin ainda destacou que uma política semelhante foi adotada em locais como Distrito Federal, Paraíba e no município de São Paulo.

Segundo a vereadora Janaína Ballaris (PL), o veto foi orientado pelo prefeito Alberto Mourão (PSDB). Ela relatou que o líder do governo, Leandro Avelino (PSDB), pediu uma reunião antes da sessão e falou que o chefe do Executivo tinha orientado pela rejeição, além desta propositura, do PL 54/2020, de Janaína, que obrigava a divulgação de lista de espera por vagas nas creches das unidades escolares de educação infantil da rede municipal de ensino.

Em dúvida

Na sessão anterior, Avelino já havia levantado dúvidas sobre o projeto. Ele se absteve por dizer que não teria condições para assegurar que alimentos como salsicha, linguiça e mortadela devessem ser abolidos do cardápio. 

"Eu cresci boa parte da minha infância comendo salsicha com macarrão, eu comi muito hot dog quando era criança. Ainda que pese essas periculosidades do uso da salsicha, porque realmente existem alguns casos de crianças que vieram a óbito por causa da salsicha que entalou na garganta, não mastigou direito e tal. A gente tem que considerar que toda essa alimentação passa por um crivo rigoroso do Ministério da Fazenda", disse Avelino.

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