Após três meses, moradores de prédio que apresentou tremores em Praia Grande ainda não retornaram

Edifício foi evacuado e, segundo a prefeitura, ainda não há estimativa de quando será liberado

Por: Izabelly Fernandes  -  14/05/24  -  08:06
Prédio fica no bairro Aviação, em Praia Grande
Prédio fica no bairro Aviação, em Praia Grande   Foto: Vanessa Rodrigues/AT

Três meses se passaram, e os moradores do Condomínio Giovannina Sarane Galavotti, na Aviação, em Praia Grande, ainda não voltaram ao prédio, evacuado e interditado após tremores, em 13 de fevereiro. Segundo o síndico, Marco Ávila, a expectativa é de retorno em agosto. Mas, pela Prefeitura, não há estimativa.


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Obras de reforço e recuperação definitivas de três pilastras do subsolo, que tiveram danos estruturais verificados pela Defesa Civil, continuam ocorrendo.


“É válido ressaltar que ainda não existem datas previstas para o encerramento dos trabalhos e também para um possível retorno dos moradores ao local”, declarou o Município. Por isso, a interdição total do condomínio persiste.


Na época, rachaduras podiam ser vistas nas laterais do prédio
Na época, rachaduras podiam ser vistas nas laterais do prédio   Foto: Vanessa Rodrigues/AT

A Secretaria de Urbanismo e a Defesa Civil municipais informaram que continuam monitorando o edifício e todas as etapas dos trabalhos. Constantemente, técnicos dos dois órgãos vistoriam o espaço.


A Construtora e Incorporadora de Imóveis JR disse, por nota, que os trabalhos de reforço foram desenvolvidos sob revisão e supervisão de profissionais indicados pelo condomínio.


Com ajuda
O condomínio é de alto padrão e tem 23 andares, dos quais quatro pavimentos com garagens e áreas comuns. São 133 apartamentos, 80 com moradores fixos — cerca de 250 residentes — e os demais de veraneio.


A construtora salientou que, desde o primeiro dia da interdição, continua prestando assistência para todos os moradores.


A contadora Cristina Sarracino, de 53 anos, mora no prédio há cinco. Com a interdição, se mudou para um apartamento na Vila Tupi. Desde estão, a construtora tem pago R$ 4 mil de auxílio moradia e R$ 800,00 de alimentação.


Com dois gatos, o marido e o filho de 8 anos, ela relatou estar “otimista”. “Mesmo com o susto, acredito que agora tudo estará mais seguro.”


“Nosso prédio, certamente, será um dos mais seguros da Cidade, pois foi analisado, e ações estão sendo feitas para corrigir e evitar problemas que possam vir a ocorrer. Nem todo imóvel passa por esse tipo de avaliação, e isso será um diferencial muito positivo”, disse o síndico.


A maioria dos residentes no edifício está na casa de parentes, e outra parte aluga imóveis com auxílio da construtora. Outros moradores, sem animais domésticos, permanecem em uma colônia de férias.


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