'Acabou a eleição, a gente tem que se juntar e trabalhar', diz Raquel Chini

Em entrevista para A Tribuna, ela conta um pouco de seus planos para a cidade em diversos setores

Raquel Chini está à vontade na cadeira de prefeita de Praia Grande. Acostumada à máquina pública , já que trabalhou por anos a fio com o ex-prefeito Alberto Mourão, ela chegou cheia de disposição. No primeiro dia, já emitiu mais de 30 ordens de serviço. Garante não ter vaidade de impor uma marca pessoal à Administração Municipal – quer apenas fazer as coisas bem.

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Em entrevista para A Tribuna, ela conta um pouco de seus planos para a cidade em diversos setores, bem como fala do sonho do praiagrandense no seu aniversário de 54 anos. Na verdade, um anseio de todos nós, brasileiros. Confira:

Nesses primeiros dias de governo, já deu para sentir os bônus e ônus de ser a chefe do Executivo de Praia Grande? 

Na verdade, quando gente trabalha com o que gosta, só existe bônus. O ônus a gente deixa pra lá. A gente aprende a gostar de tudo, e fazer as coisas de uma forma alegre, deixando o ambiente leve. Está muito gostoso, temos produzido bastante. Está muito bom. 

Após uma radiografia inicial, quais as áreas que merecem prioridade? Quais os principais focos nesse início de mandato? 

Esse raio-x não foi nem nosprimeiros dias. Foi ainda na campanha, onde a gente detectou algumas demandas. Priorizamos a saúde nesses primeiros dias. É aprimorar o serviço, as Usafas estão com uma estrutura maravilhosa. Aprimorar o acolhimento. Priorizamos a saúde, mas não deixamos de lado nosso plano de governo. 

Sobre a saúde, o Irmã Dulce sempre está no centro das atenções. O que a senhora pensa para o hospital?

Já estamos em ação. A gente está finalizando um estudo para tirar o Pronto Atendimento de lá, deixá-lo fora de lá. Os vereadores também estão participando. A gente está com um grupo formado, todos querendo melhorar a saúde no município. Caiu aquela coisa de ficar criticando. Acabou a eleição, a gente tem que se juntar e trabalhar. 

A Educação é outro pilar importante da Administração Pública. Como a senhora pensa o futuro da educação no município, tendo que lidar com as questões não apenas sanitárias, mas pedagógicas, especialmente pelo tempo sem aulas presenciais? 

Com a perda do ano passado, faremos um reforço escolar. Também estamos fechando nosso plano de retomada das aulas. Houve a reunião com o Governo doEstado, para entender o modelo de retomada das aulas no âmbito estadual, que a gente não precisa seguir obrigatoriamente, mas há parâmetros parecidos. Estamos preparando a retomada com segurança, com distanciamento, protocolo. Há ainda por fazer alguns ajustes de logística, entrada e saída dos alunos, para preservar o distanciamento. 

Pensando na atração de investimentos para a cidade. Existe algum plano já estruturado para esse fim? 

Toda a infraestrutura que foi implementada na cidade ao longo desses anos é o que atraios novos investimentos. Mesmo com tudo o que está acontecendo, vamos iniciar novos empreendimentos. O shopping que será erguido (mais informações na página 10) é um exemplo. E ninguém faz um empreendimento desses num lugar sem fazer uma pesquisa antes, e que ele não tenha uma infraestrutura adequada. 

A opção pelo Turismo de Negócios é uma das que mais geram dividendos para as cidades que investem nela. Praia Grande tem algum plano a esse respeito?

A gente pretende trabalhar bastante nisso. Tivemos uma reunião recente. Toda essa estrutura de colônia de férias está passando por grande dificuldade, também por conta dos sindicatos. E a gente está no sentido de utilizar, trabalhar essas colônias de férias, e trazer o turismo de negócios para cá. As colônias têm que sobreviver, senão, daqui a pouco, a gente vai ter uma rua inteira aqui abandonada.

E quanto à segurança: como a prefeitura acredita que pode ser trabalhada essa questão? 

A gente tem uma super Guarda Municipal, que pretendemos aumentar o efetivo. Também queremos melhorar a iluminação, trocando as lâmpadas por modelos de LED, porque iluminação também é segurança. Adquirir mais viaturas e equipamentos, ampliar também a Guarda Ambiental, que faz a contenção de invasões, além de cuidar do nosso Meio Ambiente. Vamos implantar um pelotão da Guarda Civil lá em Solemar, levando também para o outro extremo da cidade. Isso tudo além de uma demanda junto ao Governo do Estado para aumentar o efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil. 

O VLT percorrendo Praia Grande, num futuro próximo, é um sonho viável? 

A gente tem uma proposta, já levada pelo Mourão ao Governo de Estado, de não apenas continuar naquela proposta da Área Continental, do Humaitá para Vila Mirim, mas fazer uma obra levando da Estação Barreiros (em SV) até o Tude Bastos. É um trecho muito pequeno, porque o outro da Área Continental, faz uma viagem “negativa”: as pessoas não têm ganho no tempo para uma outra atividade. A gente está brigando por esse trecho entre Barreiros e Tude Bastos, e já soltei uma ordem de serviços para fazer um projeto básico ligando o Tude pelas marginais, fazendo um corredor de BRT. 

Sobre habitação. Existe um plano concreto para isso? 

Aqui, a gente tem dois segmentos. As áreas nossas, onde a gente faz parceira com a Caixa Econômica; e as áreas privadas, onde os empresários trabalham com benefícios fiscais. O empreendedor tem um custo-benefício por lei, tem um potencial maior de construção. Então, ele também integra esse pacote de habitação, que é destinada à população. A gente trabalha nessas duas vertentes. Vamos entregar 90 habitações no Imperador, no final do mês, e vai, na sequência,entregando essas moradias. 

E quanto à Cultura, uma característica forte da Cidade, que se mostrou forte mesmo durante a pandemia. Como fazer para resgatar esse contingente de pessoas afetadas?

No final do ano, tivemos o cadastramento da Lei Aldir Blanc. São quase R$1,8 milhões, que serão revertidos para eles. A gente pretende levar Cultura para os bairros, assim que regularizar essa situação da pandemia. O PDA (Palácio das Artes) é um grande polo de cultura nosso e vamos levar o Ponte do Saber para lá também. Mas a gente tem que fazer com que os bairros também recebam cultura. 

Para fechar; qual seria o presente dossonhos para o praiagrandense, pelos 54 anos da cidade? 

Hoje, vejo que o maior presente que a cidade pode receber é a cura do Covid. A gente espera pela imunização. É a preocupação de todo mundo, para que possamos retomar nossas vidas. Mas também a paz. Precisamos de harmonia, com todos os segmentos trabalhando juntos, pela cidade, que é o que a gente busca. Ninguém tem que brigar com ninguém, a parte política deve funcionar em harmonia. Se a gente juntar as mãos, consegue ter uma vida muito melhor. 

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