Estátua foi doada ao Município em 1976 por um órgão de umbanda (Alexsander Ferraz/AT) Com oito metros de altura e mais de três toneladas, a Estátua de Iemanjá, em Praia Grande, desperta a atenção de quem passa pela orla da Cidade, sobretudo turistas, que a fotografam. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A estátua foi doada ao Município em 1976, pelo Superior Órgão de Umbanda. Na época, o prefeito Leopoldo Estásio Vanderlinde sancionou a lei municipal que criou a Semana de Iemanjá, para regularizar e disciplinar os festejos. Após a doação, houve incerteza quanto ao local em que a estátua seria posta, com opiniões diferentes da população. Muitos queriam ter a estátua próximo do bairro onde moravam. Uma história que se conta sobre o assunto é a de que o então prefeito pegou um mapa de Praia Grande e o dobrou para saber o ponto exato em que se dividia a Cidade ao meio. Assim, a estátua foi instalada no Bairro Mirim e se tornou a primeira imagem de Iemanjá à beira-mar do País. Esculpida pelo artista Miguel de Almeida, fica sobre dois espelhos d’água: um junto à areia e outro suspenso, na altura do calçadão da orla, dando a sensação de que Iemanjá está sobre o mar. No local, há um espaço protegido para deposição de velas. O período em que a estátua mais recebe visitantes é em dezembro, quando ocorrem os Festejos de Iemanjá. Neste ano, será nos dias 6, 7, 13 e 14 de dezembro. Mais de meio século As celebrações religiosas para a Rainha do Mar ocorriam antes da emancipação político-administrativa de Praia Grande, que se deu em 1967. O primeiro evento oficial transcorreu em 1969, promovido na gestão do prefeito Dorivaldo Loria Júnior, e reuniu cerca de 15 mil pessoas. No ano seguinte, foram 36 mil. O secretário de Cultura e Turismo, Maurício Petiz, afirmou que os festejos a Iemanjá, além de tradicionais, têm impacto no turismo religioso: fiéis de outras cidades da Baixada Santista, da Capital e do Interior participam dessa celebração. Petiz lembrou que, em fevereiro, há outras manifestações religiosas ligadas a Iemanjá, mas por parte do candomblé, que celebra o orixá no início do ano. Entre as oferendas, flores, perfumes, espelhos e pequenos barcos (Alberto Marques/AT/Arquivo) Religião Iemanjá, conhecida como Rainha do Mar, é a mãe dos orixás. O presidente da Associação Paulista de Umbanda, Edson Izidro dos Anjos, salienta que em dezembro, pessoas ligadas à umbanda e simpatizantes festejam para agradecer a Iemanjá pelo ano. Entre as oferendas, estão flores, perfumes, espelhos e pequenos barcos. A associação é responsável pela abertura dos festejos de Iemanjá em Praia Grande. O nome do orixá tem origem no idioma africano iorubá, com a expressão yéye omó ejá, que significa “mãe cujos filhos são como peixes”.