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Sábado

16 de Novembro de 2019

Quem matou Hillary? Após oito meses, família segue sem resposta

Com 2 anos, a criança foi morta no carro dos pais, num tiroteio. Falta saber quem disparou

Já faz mais de oito meses que Hillary Valadares foi baleada na cabeça dentro do carro onde estava com os pais, em Peruíbe. Dias depois, a menina, de 2 anos morreu, no hospital. Porém, a polícia ainda não tem resposta sobre o que aconteceu naquela noite ou quem fez o disparo que a matou. 

A mãe, Talita Sousa, está grávida de novo. O bebê se chamará Lavínia. Segundo ela, a gestação, de cinco meses, é o que lhe dá forças para seguir. “Choro todos os dias, pois imagino minha filha aqui curtindo a ideia de ter uma irmã.” 

Só que, apesar do momento de alegria na família, nada apaga o sentimento de impunidade diante de incertezas sobre o que aconteceu com Hillary. 

“Não aguento mais ver tanta injustiça. Meu advogado entrou com pedido de reconstituição e, até agora, nada. Ninguém dá uma resposta sobre o motivo de isso demorar tanto”, lamenta. 

Em 12 de fevereiro, Hillary foi atingida no banco de trás, onde estava com a mãe, após a família ter saído de um supermercado. 

O pai parou o carro na rua para fazer anotações, sem perceber que estava perto de onde acontecia uma troca de tiros. O disparo ocorreu durante uma perseguição após um assalto. “Arrancaram meu sorriso, tiraram minha paz e minha felicidade. Deixei de sonhar. Penso sempre na dor que minha menina sentiu.” 

Resposta 

Procurada, a Secretaria Estadual de Segurança Pública não soube dizer quando haverá uma resposta sobre o que aconteceu na noite em que Hillary foi baleada. 

A Polícia Civil diz investigar o caso em inquérito policial instaurado pela Delegacia de Peruíbe. A equipe confirma que faz diligências solicitadas pelo advogado da família da vítima a partir do resultado dos laudos. Quando concluídas, o Inquérito Policial deve ser relatado. 

A ação policial é investigada pela Corregedoria da Polícia Militar. O Inquérito policial militar foi relatado, mas novas diligências são realizadas a pedido da Justiça Militar. 

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