Peruíbe busca recursos para reconstruir pontos destruídos por tempestades: '400mm de chuva no mês'

Coordenador da Defesa Civil do município faz um balanço dos estragos causados pelo temporal na última semana e o que está sendo feito para arrumar os trechos

Com a chegada das chuvas de verão, a Baixada Santista costuma sentir muitos impactos negativos, que afetam morros, encostas e ruas. No último dia 19, Peruíbe foi atingida por uma forte chuva que causou estragos, deixando cerca de 150 desabrigados e 30 desalojados.

Em entrevista ao podcast Baixada em Pauta, do G1 Santos, o Diretor do Departamento Municipal de Defesa Civil, Cristhian Rodrigues, conta quais foram os estragos causados pelo temporal e como a cidade tem se reerguido após os transtornos. 

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O diretor explica que o volume de chuva acumulado no última dia 19 superou o acumulado de janeiro de 2019 e 2020. "Foi uma chuva imprevisível, no volume dela. Pra você ter uma ideia, nós tivemos no ano passado 220 milímetros de chuva durante o mês todo de janeiro. No ano retrasado, 81 milímetros. Em três horas do dia 19 de janeiro de 2021 nós tivemos 245 milímetros. Hoje nós já estamos batendo mais de 400 milímetros de chuva durante o mês todo, então foram cinco vezes mais do que no ano retrasado. Foi um volume muito alto, que causou um estrago significativo na cidade, em questão material. Graças à Deus vidas humanas foram preservadas e não tivemos nenhuma vítima fatal e nem feridos. Eu acho que é o que importa"

Dentre os estragos está uma grande erosão, que atingiu a Avenida Mario Covas Júnior (Beira Mar). O problema assustou moradores e bloqueou o trânsito em alguns pontos de forma parcial e total. Na Serra do Guaraú, ponto que também costuma ser bastante afetado pela chuva, houve oito pontos de escorregamentos. Agora, a prefeitura trabalha na reestruturação das encostas e orla da praia. 

Para que as obras sejam realizadas, Rodrigues explica, ainda, que o prefeito Luiz Maurício está buscando recursos com o estado. "Nosso prefeito tem ido a São Paulo regularmente para pautar junto ao Governo Estadual recursos, pois são valores altos, que não estavam previstos no orçamento da cidade, então a gente precisa desse apoio do Governo Estadual e Graças à Deus estamos sendo atendidos. Tenho certeza que nos próximos meses estaremos 100%, com todos os pontos afetados construídos", diz o diretor.

Em relação às prevenções que podem ser feitas pela população, o coordenador orienta a população a não jogar lixo nos canais da cidade, assim como chamar o cata-treco sempre que precisar descartar entulho. A população que mora perto das encostas também deve se atentar aos sinais que aparecem após as fortes chuvas, como trincas, água barrenta e desnível no chão e chamar a defesa civil nesses casos. "Bem material a gente sabe que não consegue segurar, mas só de não ter nenhuma vítima ferida ou fatal já é um ganho muito importante para cidade", conclui Rodrigues. 

Cristhian Figueiredo participou do podcast Baixada em Pauta, do G1 Santos. (Foto: Carolina Faccioli/AT)
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