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Quarta-feira

17 de Julho de 2019

Itanhaém inicia programa para ressocialização de presos

Detentos atuarão na manutenção de unidades escolares e prédios públicos da cidade

A Prefeitura de Itanhaém firmou uma parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) em um programa que trata da ressocialização de presos. Cerca de 40 presos do Centro de Progressão Penitenciária “Dr. Rubens Aleixo Sendin”, o CPP de Mongaguá, começaram a trabalhar na cidade.

As contratações foram realizadas por meio da Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap), e os detentos atuam como pintores, eletricistas, pedreiros, encanadores e ajudantes gerais. 

Os sentenciados, que cumprem pena em regime semiaberto, começaram a trabalhar no inicio de janeiro como mão de obra de unidades escolares e prédios públicos que pertencem à Secretaria de Educação, Cultura e Esportes da cidade. Além de receber o equivalente a três quartos de um salário mínimo, os detentos conseguem diminuir um dia de sua pena a cada três dias trabalhados.

Em fase inicial, a primeira tarefa dos presos foi a revitalização de quatro escolas municipais da cidade: E.M. Silvia Regina Schiavon Marasca, E.M. Maria Cristina Macedo Gomes, E.M. Luiz Gonzaga Silva Fonseca e E.M. Edson Baptista de Andrade. “O resultado até o presente momento vem sendo muito positivo, a execução do trabalho está exemplar, percebemos um acerto na decisão de contratá-los”, afirma o Secretário de Educação, Cultura, e Esportes de Itanhaém, Douglas Luiz Rodrigues.

O diretor de Trabalho e Educação da unidade prisional, Samuel Marques Ribeiro Júnior, explica que os reeducandos passaram por uma seletiva e participaram de uma palestra com a equipe do estabelecimento penal, onde foram orientados sobre suas funções. “Os detentos selecionados já exercem esse tipo de serviço no interior do presídio, possuem uma boa conduta prisional e estão estudando na escola vinculadora, fortalecendo o eixo de trabalho e educação”, salienta Ribeiro Júnior.

Para o diretor geral do CPP de Mongaguá, Alfredo Arthur de Almeida, esta é a oportunidade para que os internos se sintam valorizados e recuperem sua dignidade humana. “A parceria vai além da remição de pena e do salário recebido pelo reeducando, que dará suporte financeiro em sua vida em liberdade, pois tem o escopo de preparar o indivíduo para a reintegração social”, afirma Almeida.