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Segunda-feira

18 de Março de 2019

Hugo di Lallo propõe projeto 'Câmara 10' para debater desenvolvimento em Itanhaém

Presidente do Legislativo quer discutir temas relevantes para o município, como a verticalização e regulação de vagas na saúde, entre outras ações

Desde o início do mês, a Câmara de Itanhaém tem um novo presidente. Hugo di Lallo (PPS) foi eleito para comandar a Casa durante o biênio 2019/2020. Sexto vereador mais votado nas eleições de 2016, o parlamentar quer aproximar o Legislativo da população, por meio do projeto "Câmara 10", onde serão debatidos temas de relevância para a cidade.

Além disso, o edil também visa a atualização da Lei Orgânica do município e, logo nos primeiros trabalhos, a determinação do fim das sessões secretas.

Di Lallo também espera que a legislatura não seja atrapalhada na sua metade final, uma vez que novas eleições municipais serão realizadas em 2020, e um novo prefeito será eleito. Entretanto, vê bons quadros dentro do Legislativo para a sucessão a Marco Aurélio Gomes (PSDB).

AT - Quais serão as prioridades da Mesa Diretora para este biênio?

Hugo di Lallo - Nossa prioridade será a transparência e a aproximação do Legislativo com a população. Para isso, desenvolvemos o projeto "Câmara 10". Por meio de ações como audiências públicas, projetos de leis, entre outras proposituras, vamos fomentar a discussão de dez temas de relevância no município. Entre eles, verticalização, vida animal, direitos da pessoa com deficiência e regulação de vagas no sistema CROSS.

Outra ação será, também, a atualização da Lei Orgânica do município e do Regimento Interno. Ao longo dos quase 30 anos de promulgação, muitas alterações foram feitas de forma pontual. Por isso, iremos fazer uma grande emenda, revogando artigos e atualizando pontos importantes, para contribuir com o crescimento da cidade. Já com relação ao regimento, nossa prioridade será o fim da sessão secreta. Algo que ainda ocorre.

AT - Quando o fim das sessões secretas deve entrar em vigor?

Di Lallo - Eu era membro da Mesa, e fui o presidente da comissão que trabalhou nesse processo. Trata-se de uma bandeira defendida, e que pretendemos aprovar ainda dentro deste primeiro semestre.

AT - Como deve ser a relação com o Executivo neste biênio? 

Di Lallo - A relação com o Executivo será bem de acordo com o que prevê nossa Constituição. Ou seja, de total harmonia, mas, também, com muita independência. Vejo que o Executivo está cada vez mais preparado e compromissado com a cidade, entretanto, isso não é feito sozinho. Se deve muito ao Legislativo, seja na aprovação de leis ou exercendo a fiscalização necessária para a boa aplicação do recurso público.

AT - Como foi a construção da candidatura à presidência da Mesa Diretora da Câmara? 

Di Lallo - Nossa candidatura foi construída ao longo destes dois mandatos para os quais fui eleito. Neste período, fui líder do Governo Marco Aurélio por três oportunidades, além de ter, no âmbito pessoal, me formado em Direito, e ter sido aprovado no exame da OAB.

AT - O senhor era 2º secretário da última Mesa Diretora. Como o senhor enxerga essa transição para presidente?

Di Lallo - Justamente por ter exercido a função de 2º secretário, a transição foi bem tranquila. O ex-presidente (Rodrigo Dias), desde o resultado da eleição, procurou me deixar interado das necessidades do Poder Legislativo.

AT - 2020 será um ano eleitoral, quando o prefeito Marco Aurélio Gomes encerra o segundo mandato à frente da Prefeitura de Itanhaém. Como o senhor espera que seja o comportamento do Legislativo em meio a essas mudanças?

Di Lallo - O Legislativo terá um comportamento de acordo com sua importância, ou seja, muito grande. Porém, nossas deliberações estarão pautadas no que for melhor  para a cidade. A eleição é extremamente importante, mas nosso objetivo é elevar o trabalho dos legisladores municipais, com total transparência e imparcialidade.

AT - O senhor acredita que o sucessor no Executivo possa vir de dentro da Câmara?

Di Lallo - Não trata-se somente de acreditar, mas vejo que, dentro do quadro de vereadores atuais, temos bons nomes, tanto para a sucessão como para outros cargos e funções dentro da administração pública.