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Quarta-feira

21 de Agosto de 2019

350 moradores de Peruíbe seguem desabrigados; Cidade continua em estado de emergência

Escolas municipais abrigam 350 pessoas de cinco bairros da cidade. Estrada do Guaraú segue interditada após queda de pedras em trecho

Moradores de Peruíbe ainda enfrentam problemas após a forte chuva que atingiu a cidade na última semana. Cerca de 350 pessoas continuam desabrigadas e a Estrada do Guaraú segue bloqueada para veículos. Em três dias, a cidade registrou o maior volume de chuva de todos os tempos. Na tarde desta terça-feira (21) haverá uma nova reunião para avaliação da situação no dia. 

A Estrada do Guaraú segue interditada para passagem de veículos. No último sábado (18), pedras de grande porte caíram na via, bloqueando totalmente o acesso. Os moradores seguem utilizando a trilha feita para pedestres para utilizar vans fora do trecho bloqueado. Os transportes públicos atualmente funcionam normalmente e vão até ponto interditado da pista. 

De acordo com a prefeitura, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas fez inspeções preliminares e continuará na cidade para realizar a avaliação dos serviços na serra, que ainda apresenta riscos de novos deslizamentos. Ainda não há previsão de liberação da estrada. Devido ao isolamento, duas motolâncias foram enviadas para unidade de saúde local para realizar o atendimento da população.

Atualmente, cerca de 350 moradores de cinco bairros permanecem abrigados pela prefeitura. Doações de alimentos, cobertores, colchões, materiais de higiene pessoal e limpeza continuam sendo recebidos nas escolas municipais  Álvaro Pereira Gaspar Filho (Rua Roberto Longui, nº 135, Caraguava); Professora Delcélia Joselita Machado Bezerra (Rua Drummond de Andrade, nº 372, Vila Romar) e na sede do Fundo Social de Solidariedade (Avenida São João, 664 - Centro).

Segundo a administração municipal, é esperado que a ausência de chuvas contribua para o escoamento da água, permitindo que alguns moradores retornem para suas casas. Na última segunda-feira (20), foi instalado um Gabinete de Crise para deliberar sobre as primeiras providências adotadas após as chuvas entre os dias 16 e 18.

A água acumulada nos bairros ainda escoa lentamente, pois os canais e valas que existe em regiões mais afetadas continuam cheias e com baixa vazão ao Rio Preto, responsável por levar as águas para o mar. As marés na cidade ainda continuam elevadas e a fase da lua cheia favorece isso.