EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

13 de Julho de 2020

Crimes caem com pandemia do novo coronavírus na Baixada Santista, mas homicídios sobem

Houve queda nos principais indicadores, como roubos e furtos

As nove cidades da Baixada Santista registraram nos meses de março e abril quedas de até 38,3% nos indicadores de cinco tipos de crimes, em comparação com o mesmo período de 2019. Desde 24 de março, São Paulo vive uma quarentena por conta da Covid-19. No entanto, os homicídios dolosos (com intenção de matar) crescerem 29,4%. Das 22 mortes do tipo computadas na região, oito foram em Praia Grande.

O Estado seguiu a mesma tendência no comparativo entre abril de 2019 e deste ano, com aumento de 3,1% nos homicídios. A quantidade de vítimas neste tipo de ocorrência saltou de 262 para 271, na comparação do mesmo período. O número de tentativas de homicídio, por sua vez, caiu de 306 para 242 casos.

>> Confira os dados da criminalidade na Baixada Santista

O isolamento social para controlar a pandemia do novo coronavírus interferiu nos números, segundo o secretário-executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, em entrevista ao site G1. “No caso dos crimes de rua, roubos e furtos de veículos, como não há movimento, não tem comércio, não tem ninguém fora de casa e a polícia está toda na rua. O ladrão não tem a oportunidade”.

Furtos

Os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública mostram que a maior redução de criminalidade na região aconteceu nos furtos, com queda de 38,3% em relação ao mesmo período de 2019. Em 2020, houve 2.686 furtos, contra 4.354 do ano passado. 

A retração segue a tendência do Estado. Em toda São Paulo, os furtos em geral reduziram 53,4% em abril de 2020, em relação ao mesmo mês de 2019. Com uma diferença de 23.807 casos, o número despencou de 44.604 para 20.797.

Por aqui, a queda nos furtos de veículo foi de 449 no ano passado para 303 este ano, retração de 32,5%. Mais uma vez, a tendência da região foi refletida no Estado. Em São Paulo, houve recuo de 49,3% nos crimes deste tipo, com o registro de 3.946 boletins agora, ante 7.782 em 2019. A quantidade é a menor da série histórica, iniciada pelo Governo do Estado em 2001.

Tudo sobre: