Embaré se destaca por seus cartões postais e conquista moradores em Santos

Diversidade no comércio, na diversão e nas diferentes paisagens são suas marcas registradas

Com cerca de 730 metros de jardins da orla e praia, um dos bairros mais populosos de Santos tem espaço para vários públicos: desde fieis católicos a praticantes de skate; dos que buscam uma boa refeição em um dos seus vários restaurantes até os que querem um canto tranquilo para morar. Esse é o Embaré, em Santos, que abriga várias tribos no quadrilátero formado pelas avenidas Siqueira Campos, Bartolomeu de Gusmão, Almirante Cochrane e Afonso Pena.

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O bairro começou a ser ocupado por volta de 1830 e um de seus primeiros moradores foi Antonio Ferreira da Silva Junior, o Visconde de Embaré, que em 1870 fundou a Associação Comercial de Santos e ergueu, em 1875, em frente à praia, na chácara onde morava, a capela que deu origem à Basílica de Santo Antônio, outro marco do bairro. Hoje, a igreja de arquitetura gótica é um dos cartões postais da orla e uma das mais procuradas pelas noivas.

Mas em frente prédio religioso está outro ponto que está na memória de muitos santistas: os quiosques da praia, que, naquele trecho receberam o apelido de CPE, o Centro de Paquera do Embaré.

“Frequento aqui a minha vida toda, desde que eram traillers de comida. Sempre foi um espaço muito bom”, lembra Márcia de Sá, de 54 anos, que hoje é atendente de um dos quiosques do local. Ela conta que cresceu no bairro, brincando nas ruas. “Hoje, não tem mais espaço para empinar pipa, jogar bola na rua. Não tem mais os chalés tão característicos do bairro. Mas continua sendo o melhor bairro da cidade para se viver, pois tudo é perto e fica bem no meio da praia, fácil de ir para qualquer lado”, conta.

Já no outro extremo do bairro, um local atrai jovens que praticam o skate: a Praça Palmares. Reformada recentemente, suas rampas são disputadas para manobras radicais e muita diversão.

O comerciante Roberto Nascimento, de 56 anos, veio ainda pequeno de São Paulo para Santos e se criou no bairro, que para ele não tem igual.

“A tranquilidade e ter tudo por perto faz com que as pessoas fiquem por aqui. O único motivo que faz com que as pessoas subam a Serra é que não há empregos para todos. Mas eles trabalham e acabam voltando”, afirma.

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