*Com informações de Lincoln Spada


O delegado Antônio Carlos Machado indiciou (acusou formalmente) nesta terça-feira o secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano Sanches e os servidores da pasta Cezar Augusto Teixeira e Rafael Marinho Fernandes Leal Filho no inquérito policial sobre a a tragédia no último Carnaval, que deixou quatro mortos. Eles são acusados de contribuir culposamente por negligência ou imprudência pela tragédia.

Quatro pessoas morreram na tragédia, em fevereiro
Quatro pessoas morreram na tragédia, em fevereiro

Os três indiciados voltaram a se apresentar no 5º Distrito Policial da Cidade, na manhã desta terça-feira, e ratificaram as declarações que já haviam prestado à polícia após o acidente.

O advogado de defesa deles, Eugênio Malavasi, afirma que: “eles ratificaram as declarações, inclusive sustentando o que já foi sustentado: que não há nexo de casualidade entre o ocorrido e a função exercida por eles. Portanto, este é um ato injusto”.

Quanto à falta de documentos, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), o relatório da análise de riscos no Sambódromo e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o advogado argumenta: “ainda que sejam apresentados, em nada alteraria a quebra do nexo, porque o sinistro foi realizado fora da área do sambódromo”.

Em entrevista à TV Tribuna, o secretário de Cultura negou estar envolvido com o acidente. “Não há provas concretas que nos atribuam culpas. Pode até ter ocorrido falha humana”, explicou.

À Reportagem, Raul Christiano diz que reeditou no regulamento os procedimentos bem-sucedidos do Carnaval desde 2006, que não previa até então o ART. No entanto, ele será exigido no próximo ano. Também houve um relatório da análise de risco do sambódromo.

Já os demais indiciados foram ouvidos pela Polícia Civil na última sexta-feira. São eles: Luiz Cláudio de Freitas, Marco Antonio Villela dos Santos e Lucas Bernardo Fernandes Novaes, respectivamente presidente, diretor geral e diretor de Harmonia da Escola de Samba Sangue Jovem.

A investigação está sendo realizada pelo delegado Antônio Carlos Machado. A conclusão do inquérito deve ocorrer até o fim do mês, sendo encaminhado pelo Ministério Público. Assim, esta instituição terá 15 dias para a análise do processo.