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Dinheiro também foi apreendido

Duas quadrilhas ligadas ao narcotráfico internacional que utilizavam o Porto de Santos para enviar cocaína para a Europa, África e Cuba foram desmanteladas pela Polícia Federal (PF). As investigações, que começaram em maio de 2013, resultaram na apreensão de 3,7 toneladas do entorpcente. Além disso, 23 acusados de integrar os bandos foram presos nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Oito das capturas ocorreram na Baixada Santista.

Os nomes dos presos ou os seus ramos de atividade não foram divulgados pelos delegados Ivo Roberto Costa da Silva e Reinaldo Campos Sperandio, respectivamente, chefe do Departamento de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em São Paulo e diretor da Delegacia da PF em Santos.

Os presos trabalhavam na logística para a importação da cocaína vinda da Bolívia até ela ser embarcada em navios no porto santista. A droga ingressava no território nacional por via terrestre, pela fronteira com o Paraguai.

Até ser acondicionada em malas ou mochilas, que depois eram introduzidas em contêineres com os mais variados tipos de carga, a cocaína ficava estocada em São Paulo. O processo final do processo logístico só ocorria após os traficantes receberem “dados privilegiados”, afirmou Ivo da Silva.

De acordo com o chefe da DRE de São Paulo, esses dados estão relacionados com os contêineres. A identificação dos cofres de carga, por extensão, possibilita saber por quais portos os navios que os transportarão farão escala até chegarem ao destino final.

Confira trecho da entrevista coletiva com representantes da Polícia Federal:


Outra quadrilha

No último dia 20, uma outra quadrilha do narcotráfico internacional que usava o Porto de Santos foi desmantelada. As investigações começaram na Itália e, durante o seu curso, contaram com a cooperação da PF brasileira.

Nesse esquema, a cocaína oriunda do Peru e da Colômbia era enviada para diversos portos da Europa. A operação era controlada pela ’Ndrangheta – máfia da Calábria, na região sul da Itália, mas com tentáculos espalhados pelo mundo.

O chileno Tomasin Rivera Milan Rayco, morador em Praia Grande, era o homem de confiança da máfia calabresa no Brasil. Além dele, mais três pessoas foram presas na Baixada Santista.

Na Espanha, houve a captura da brasileira Maria de Fátima Stocker, apontada como sendo o braço financeiro da ’Ndrangheta, porque realizava os pagamentos dos lotes de cocaína comprados pela máfia.

As investigações sobre as atividades da máfia calabresa no Porto de Santos foram batizadas de operações Monte Pollino e Bongustaio, respectivamente, no Brasil e na Itália. Elas não têm ligação com a conexão desarticulada ontem, conforme frisaram os delegados Sperandio e Ivo da Silva.

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Foram apreendidos mais de 3,7 toneladas de cocaína em um operação especial

Operações Hulk e Oversea são os nomes das investigações realizadas pela DRE de São Paulo e pela PF em Santos, respectivamente. Elas começaram de forma isolada, mas se fundiram com a constatação de ligação entre averiguados de ambas as apurações.

Durante as investigações, a PF apreendeu com integrantes das quadrilhas dois fuzis e 19 armas curtas, como pistolas e revólveres. Mais de dez veículos de luxo, uma embarcação e vultosas quantias em reais, dólares e euros também foram apreendidos.

Confira imagens divulgadas pela Polícia Federal em operação contra o tráfico de drogas: